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Preços voltam a subir no comércio paulistano em setembro, diz Fecomercio
da Folha Online
Os preços avançaram 0,19% no varejo paulistano em setembro ante queda de 0,07%
em agosto, segundo o IPV (Índice de Preços no Varejo) da Fecomercio-SP
(Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Dos 21 grupos analisados, 15
apresentaram reajuste para cima. Ao longo do ano, o IPV acumula alta de 4,07%.
Segundo a entidade, a troca de coleção para Primavera-Verão e o aquecimento de
vendas do setor neste ano contribuíram para a elevação de 0,56% nos preços de
setor de Vestuário, Tecidos e Calçados. Em agosto a atividade havia registrado
queda de 0,36%. No ano a atividade acumula alta de 2,05%.
O segmento de Materiais de Construção acusou a décima quinta elevação
consecutiva em setembro: 2,14% ante 1,08% de alta em agosto. No acumulado do ano
acumula a maior variação dentre todos os grupos pesquisados pelo IPV, de 14,10%.
O setor de Combustíveis e Lubrificantes também registrou reajuste de preços, de
0,36% ante a elevação de 0,09% registrada em agosto. Nos nove primeiros meses do
ano, o incremento é de 0,25%.
A atividade de Padarias acusou em setembro leve aceleração (0,25% em agosto para
0,49%). Ao longo do ano, o grupo acumula 11,14%. "Com o incremento da produção
nacional de trigo, os preços deste produto no mercado interno recuam e, com
isso, os preços de seus derivados são menos pressionados."
Outras variações positivas no resultado do IPV de setembro foram: Drogarias e
Perfumarias (0,62%), Açougues (0,34%), Material de Escritório (0,72%), Veículos
(0,04%), Eletrodomésticos (0,22%), Relojoarias (0,66%), Autopeças e Acessórios
(0,05%), CDs (0,13%), Móveis e Decorações (0,02%), e Floriculturas (2,46%).
No sentido contrário, a atividade de Supermercados registrou a segunda variação
negativa consecutiva (-0,08% em setembro contra -0,19% em agosto). O segmento
possui maior representatividade na composição geral do índice. No ano, a alta é
de 6,64%. O grupo de Feiras finalizou setembro com queda de 1,01% --no ano, a
variação é positiva em 2,14%.
O dólar não conseguiu alterar a trajetória de queda nos preços dos
Eletroeletrônicos. Em setembro os preços do segmento recuaram 0,64%, completando
20 meses consecutivos de variações negativas. No ano o segmento acumula queda de
10,18%, a maior queda dentre todos os grupos pesquisados pelo IPV.
Outras variações negativas vistas em setembro foram verificadas em Brinquedos
(0,37%), Livraria (0,15%) e Óticas (0,03%).
Segundo a Fecomercio, "as próximas semanas serão decisivas para ser ter a noção
dos reflexos que as atuais turbulências registradas nos mercados financeiros e
de câmbio sobre os preços internos".
"A volatilidade da taxa de câmbio e as magnitudes das valorizações do dólar
deverão repercutir sobre os bens de consumo importados. Por outro lado, a forte
queda no preço internacional das commodities é um fator atenuante à alta do
dólar, que pode contribuir positivamente para evitar pressões inflacionárias
sobre esses produtos no mercado interno."
Segundo a Fecomercio-SP, o IPV coleta dados em cerca de 2.000 estabelecimentos
comerciais no município de São Paulo, contemplando 21 segmentos varejistas. A
pesquisa conta com uma amostra mensal de aproximadamente 105 mil tomadas de
preços.
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