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Dólar e juros elevam dívida pública para R$ 1,335
trilhão em setembro
A alta do dólar e os juros provocaram um aumento da
dívida pública no mês de setembro. A dívida pública
federal cresceu 1,18% no mês passado e chegou a R$ 1,335
trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados
nesta quarta-feira. Foi o segundo mês consecutivo de
alta.
O PAF (Plano Anual de Financiamento do governo) prevê
que a dívida pública federal irá fechar este ano entre
R$ 1,36 trilhão e R$ 1,42 trilhão.
A dívida pública interna, que representa 91,7% da dívida
total, subiu 0,13%, para R$ 1,224 trilhão. Já a dívida
federal externa cresceu 14,6%, para R$ 110,4 bilhões
(US$ 57,7 bilhões), por causa da desvalorização do real
em relação às outras moedas.
O custo médio da dívida total passou de 11,95% ao ano em
agosto para 13,44% a.a. em setembro, devido à alta do
dólar. Na dívida interna, o custo subiu menos, pois é
pequena a parcela devida nessa moeda estrangeira. Já na
dívida externa, a valorização de 17,13% do dólar no mês
passado elevou o custo para 16,72% ao ano.
Os juros também tiveram impacto na dívida. Segundo o
Tesouro, houve um resgate líquido (diferença entre
títulos emitidos e resgatados) de R$ 13,9 bilhões no
mês, o que ajudou a reduzir a dívida. Os juros, no
entanto, tiveram um impacto maior, de R$ 29,5 bilhões.
Apesar do aumento, a dívida está praticamente estável no
acumulado do ano. Em dezembro, estava em R$ 1,333
trilhão.
Selic
O volume de títulos em poder público com vencimento em
até 12 meses subiu de 23,44% para 24,68%. O prazo médio
da dívida passou de 42,66 meses para 42,72 meses (a meta
para o ano é ficar entre 42 meses e 46 meses).
A parcela de títulos prefixados na dívida interna
aumentou de 31,45% em agosto para 31,42% em agosto,
devido à emissão de R$ 8,2 bilhões desses papéis, entre
outros fatores.
A participação dos indexados à taxa Selic passou de
36,89% para 35,74%. A parcela dos títulos remunerados
por índices de preços, por sua vez, subiu de 29,12% para
29,45%.
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