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Bolsas em NY operam em queda; temor de recessão pesa
sobre os negócios
da Folha Online
As Bolsas americanas operam em baixa nesta quinta-feira.
Depois de abrirem com ligeiros ganhos, os índices
perderam força e pouco depois passaram a cair. Pela
manhã os investidores procuraram bons preços, depois de
uma que de mais de 5% ontem no Dow Jones, mas a sensação
de proximidade de uma recessão nos EUA, bem como na
economia global, impede que os índices registrem altas
mais sustentáveis
Às 16h05 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova
York, na sigla em inglês) estava em baixa de 2,59%, indo
para 8.298,59 pontos no Dow Jones, enquanto o S&P 500
subia 3,29%, para 867,25 pontos. A Bolsa Nasdaq, no
entanto, operava em baixa de 3,79%, indo para 1.554,47
pontos.
As Bolsas européias fecharam sem uma direção definida:
Londres subiu 1,16%; Paris subiu 0,38%; e Amsterdã
ganhou 1,09%. Já a Bolsa de Frankfurt caiu 1,12%; a de
Milão teve baixa de 0,20%; e a de Zurique caiu 0,54%.
A economia americana continua a mostrar sinais de que a
recessão vai se aproximando do país. Hoje, o
Departamento do Trabalho informou que o número de
pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA cresceu
em 15 mil na semana encerrada no último dia 18, chegando
a 478 mil solicitações iniciais do benefício. Números de
pedidos acima da marca de 400 mil são vistos como sinal
de uma economia em recessão. Há um ano, o total dessas
solicitações estava em 333 mil.
Após a queda de ontem, os investidores buscam ações a
bons preços, mas a confiança continua em baixa, tanto no
mercado como entre os americanos de um modo geral. Uma
pesquisa da Opinion Research Corporation para a rede
americana de TV CNN mostrou ontem que os americanos
rejeitam o plano de resgate financeiro promovido pelo
secretário do Tesouro, Henry Paulson, e têm uma opinião
negativa de seu desempenho neste cargo.
Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados rejeitam o
plano, que prevê o uso de US$ 700 bilhões para sanear o
sistema financeiro. Além disso, 64% dos questionados
avalia de forma negativa o trabalho de Paulson à frente
do Departamento do Tesouro, enquanto 28% o considera
positivo.
Em um pronunciamento hoje na Câmara dos Deputados dos
EUA, o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o BC
americano) Alan Greenspan disse que os Estados Unidos
estão no meio de um "tsunami creditício". Segundo ele,
as empresas e mercados financeiros "deveriam ser muito
mais regulados, para impedir um tsunami financeiro como
o que não vimos em um século".
Greenspan disse estar "em choque e não pode acreditar"
como os bancos e as empresas financeiras não se vigiaram
e controlaram a si próprias, que é com o que ele e
outros responsáveis de supervisão no governo americano
contavam.
O presidente do Comitê de Supervisão, Henry Waxman,
acusou Greenspan de contribuir para as "práticas
irresponsáveis de financiamento" por rejeitar os apelos
para que o Fed regulasse a então recém-nascida indústria
dos financiamentos imobiliários de alto risco ("subprime").
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