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Preço do petróleo cai para US$ 62 mesmo com corte da
Opep
da Folha Online
O preço do petróleo atingiu o patamar de US$ 62, mesmo
com o corte de 1,5 milhão de barris efetuado na cota de
produção dos países-membros da Opep (Organização dos
Países Exportadores de Petróleo) nesta sexta-feira.

Às 10h52 (em Brasília), o barril do petróleo cru para
entrega em dezembro, negociado Na Nymex (Bolsa Mercantil
de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$
63,27, em baixa de 6,74%. Até o horário, o valor máximo
atingido pelo barril foi US$ 63,70 e o mínimo, US$
62,85.
A decisão foi adotada na 150ª conferência ministerial
extraordinária da organização, prevista inicialmente
para 18 de novembro, mas antecipada depois que o preço
do barril de petróleo despencou para menos de US$ 70.
A medida foi justificada pelo risco de que o "colapso
dramático, sem precedentes em velocidade e magnitude"
dos preços do petróleo nos últimos três meses, ameace os
projetos em andamento no setor e provoque "uma escassez
de fornecimento em médio prazo".
Além disso, advertiram que a Opep, responsável por cerca
de 40% da produção mundial de petróleo, não está
disposta a "carregar sozinha" a tarefa de segurar os
preços, e pediram aos principais concorrentes do grupo
que reduzam suas ofertas.
O ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez,
disse estar satisfeito com o corte. "É uma decisão
correta e que marca o início de uma política da Opep de
tirar do mercado os volumes em excesso', declarou
Ramírez à agência de notícias Efe.
Por enquanto, a redução aprovada hoje "é suficiente para
frear os preços", comentou o ministro em referência à
queda que a commodity sofreu nos mercados
internacionais, até mais de 50%, desde julho passado.
Apesar disto, o também presidente da estatal PDVSA
(Petróleos de Venezuela S/A), disse que na conferência
extraordinária de hoje os 13 membros do cartel deixaram
aberta a possibilidade de aplicar uma nova redução do
bombeamento na reunião que seria realizada no dia 17 de
dezembro na Argélia.
Com relação à proposta venezuelana de restabelecer uma
faixa de preços como a existente entre 2000 e 2005, como
ferramenta de estabilização, Ramírez disse que a
apresentou para os outros membros da Opep, embora tenha
dito que a prioridade agora é "buscar a estabilidade".
"Primeiro é que se estabilize [o preço do petróleo] e
depois veremos que faixa podemos construir", declarou.
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