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Mantega descarta recessão no Brasil, mas prevê queda da arrecadação





O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quinta-feira que não acredita em uma recessão no Brasil devido à crise internacional de crédito, mas já prevê uma queda na arrecadação devido ao crescimento menor estimado para o país.

"Não teremos recessão no Brasil. Posso estar errado. Pode haver queda de arrecadação, mas por enquanto não há reflexo", afirmou.

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Em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Mantega afirmou que a arrecadação menor de impostos prevista não será a ponto de comprometer as finanças públicas.

Alan Marques/Folha Imagem

Ministro Mantega diz que pior da crise pode ter passado, mas vê cenário ainda ruim
Nos últimos anos, a arrecadação recorde do governo tem sustentado a melhora nas contas públicas. Esse crescimento vem sendo puxado principalmente pelo imposto pago sobre o lucro das empresas.

Mantega também fez recomendações aos prefeitos em relação a esse problema. "Eu acredito que haverá uma desaceleração, mas não a ponto de desequilibrar as nossas finanças. Eu recomendaria aos prefeitos que tivessem cautela, acompanhassem a arrecadação", afirmou.

Mais amena

Mais cedo, Mantega disse que já vê sinais de que o pior da crise internacional de crédito pode ter passado. Por duas vezes, no entanto, o ministro afirmou não ter certeza sobre esse diagnóstico e traçou um cenário ruim para a economia nos próximos meses.

"Podemos estar entrando em uma fase mais amena da crise. Os estados todos se mobilizaram e tomaram medidas de grande impacto que conseguiram abrandar a crise e restabelecer a confiança. São sinais. Não tenho certeza de que a fase aguda foi ultrapassada", afirmou.

Mantega citou a queda na taxa de juros internacional para empréstimos entre bancos como um desses sinais. Isso significaria que os bancos voltaram em ter confiança em emprestar dinheiro uns para os outros e, conseqüentemente, para as empresas, destravando o crédito mundial.

Apesar desse recuo, o ministro traçou um cenário negativo para a economia mundial nos próximos meses.

"O cenário para os próximos meses é de juros mais altos, crédito mais restrito e desaceleração econômica", afirmou. "Ninguém escapa dessa crise."



 

 

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