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Santander espera lucrar mais de R$ 18 bilhões no Brasil
em 3 anos
da Efe, em São Paulo
O presidente mundial do Banco Santander, Emilio Botín,
anunciou nesta sexta-feira que a instituição esperar
lucrar R$ 18,8 bilhões no Brasil em três anos após a
integração do Banco Santander Brasil com o Banco Real,
adquirido em 2007 na operação de compra do ABN Amro.
Durante seu discurso na apresentação do Plano
Estratégico da entidade no Brasil, Botín explicou que o
lucro do banco será de R$ 4,8 bilhões em 2008, R$ 6,1
bilhões em 2009 e R$ 7,9 bilhões em 2010.
O presidente do Santander informou que, para isso, o
banco investirá no país cerca de R$ 2,55 bilhões, com os
quais conseguirão aumentar a receita e o volume de
negócio em 15%.
Ele reafirmou sua intenção de se transformar no maior
banco privado do Brasil, país que sua entidade considera
prioritário na América do Sul. O lucro esperado no
Brasil para os próximos três anos inclui, além disso,
sinergias maiores das que o banco previu inicialmente,
explicou. A entidade também quer ampliar a rede
comercial, com a construção de 400 novas agências em
três anos, e pretende aumentar a fração de mercado.
Ele acrescentou que com a integração do Santander e do
Banco Real, a entidade tem uma oportunidade única de
exercer um papel de protagonista no fortalecimento do
sistema financeiro brasileiro.
Na sua opinião, o Brasil tem atualmente maior
estabilidade macroeconômica, institucional e social e é,
além disso, é um dos países que melhor está resistindo à
crise financeira internacional, razões de peso para
apostar com força no país.
Além disso, explicou que o Santander e o Banco Real são
dois bancos complementares tanto geograficamente quanto
por negócios --o que permite ao grupo, por enquanto, se
transformar em um dos três primeiros bancos privados do
país, com uma fração de mercado de 10% em depósitos e de
12 % em créditos.
Botín acrescentou hoje que a entidade não tem "nenhuma
compra à vista" neste momento, o que não quer dizer, no
entanto, que eles não enxerguem oportunidades.
Na mesma linha de Botín, o executivo-chefe da entidade,
Alfredo Sáenz, acrescentou que o Brasil será um dos
motores do crescimento do grupo, que acrescentou que
atualmente é "imprescindível" ter uma bolsa de negócios
com um bom equilíbrio entre mercados emergentes e
maduros.
Já o presidente do Santander no país, Fábio Barbosa,
disse que o banco pretende crescer mais que o mercado em
receita e menos em despesas, e que a entidade quer
aumentar a satisfação de empregados e clientes.
Ele acrescentou que nos próximos dois anos os empregados
em rede comercial passarão a representar 85% do elenco,
em comparação aos atuais 76%.
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