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Ibama aprova
mudança de local da usina de Jirau
A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente,
Izabella Teixeira, disse nesta quinta-feira que o Ibama
aprovou a mudança no local da usina hidrelétrica de
Jirau, no rio Madeira (RO), conforme proposto pelo
consórcio Energia Sustentável, que venceu o leilão. A
usina será construída a nove quilômetros do local
original.
"Há um parecer conclusivo do Ibama sobre a viabilidade
ambiental da mudança do eixo e o não agravamento dos
impactos", disse.
Segundo a secretária, será publicada amanhã uma licença
de instalação para a construção do canteiro de obras e
das ensecadeiras (barreiras de cascalho e terra para
desviar o leito do rio do local de construção da usina).
Para o início da construção da usina, será necessária
nova licença.
Izabella ressaltou que, apesar de existirem impactos
ambientais, a licença de Jirau é necessária para
reforçar a participação da hidroeletricidade na matriz
energética brasileira. Várias ações estão em curso na
Justiça, porém, questionando a mudança no local de
construção da usina. "Não nos compete discutir a questão
jurídica", disse a secretária.
A licença preliminar terá uma série de condicionantes,
como a determinação que o consórcio invista R$ 36
milhões em habitação e saneamento em Porto Velho. Além
disso, a Energia Sustentável terá que adotar em caráter
permanente no Estado e investir na pesquisa e
recuperação de espécies ameaçadas de extinção.
Briga
O Ministério Público Federal entrou nesta semana com uma
ação de improbidade administrativa contra o diretor
geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica),
Jerson Kelman, por causa das mudanças no projeto na
usina de Jirau.
Ontem, Kelman disse que a ação é uma tentativa de
intimidação. "Estou absolutamente tranqüilo porque sou
da geração que combateu a ditadura e tenho plena
convicção de que vivemos um regime democrático e nesse
regime qualquer cidadão, e também um dirigente público,
pode manifestar o seu ponto de vista", afirmou.
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