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GM do Brasil reduz previsão de vendas com desaquecimento do mercado


A General Motors do Brasil informou nesta segunda-feira que o faturamento previsto para este ano, de US$ 11 bilhões, deverá cair para US$ 9,5 bilhões em razão do desaquecimento do setor no país.

O presidente da montadora, Jaime Ardila, ressaltou que a redução é conseqüência da desaceleração das vendas no Brasil e que não tem relação com as dificuldades enfrentadas pela marca nos Estados Unidos.

A previsão é que, no ano, sejam vendidas 575 mil unidades da marca. A empresa é a terceira no ranking de vendas no Brasil, atrás da Fiat e da Volkswagen.

Em relação à indústria automotiva no país, Ardila afirmou que no mês de novembro devem ser comercializados cerca de 200 mil unidades de todas as marcas, e o ano deve fechar com 2,850 milhões de veículos vendidos. "A indústria, neste mês de novembro, está dentro das nossas previsões", disse o executivo em entrevista coletiva na sede da empresa, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).

Ardila acrescentou que a queda no volume de vendas de outubro foi além do previsto, mas o mercado começa a dar sinais de normalização. A venda de automóveis caiu 2,1% em relação a outubro do ano passado e 11% em relação a setembro deste ano, maior queda entre meses desde 2003.

O executivo, assim como já havia afirmado a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), atribuiu a queda nas vendas à redução de crédito no mercado.

Ardila elogiou as medidas do governo federal e estadual para irrigar o crédito do setor, principalmente, o governo do Estado, que liberou R$ 4 bilhões para os bancos das montadoras. O Banco do Brasil também liberou o mesmo valor.

"Esse é um dinheiro carimbado, é só para financiamento de automóveis", afirmou José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da companhia.

Embora a empresa tenha concedido férias coletivas para os funcionários das unidades de Gravataí (RS), São José dos Campos (SP) e São Caetano (SP), Ardila descartou a possibilidade de demissões ainda neste ano. Já para 2009, o presidente explicou a análise sobre demissões será tomada de acordo com andamento do mercado nacional.

O executivo afirmou que os investimentos já anunciados de US$ 1,5 bilhão na operação brasileira estão mantidos. Nesse montante estão os recursos para a construção de uma fábrica de motores em Joinville (SC), ampliação da capacidade de produção nas unidades de São Caetano e São José dos Campos e a conclusão do centro de engenharia e design, que funciona também no município sede da empresa.

 

 

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