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Opep faz maior corte de
sua história em produção de petróleo
da Folha
Online
A Opep (Organização dos
Países Exportadores de Petróleo) decidiu nesta
quarta-feira reduzir sua produção petrolífera mais uma
vez, em 2,2 milhões, de barris por dia, a maior redução
já feita em uma única ação. A decisão se segue a cortes
decididos em setembro e outubro, que chegaram a 2
milhões de barris na produção. O total dos cortes
chegará, assim, a 4,2 milhões de barris diários,
informou o cartel.
"A conferência da Opep concordou em cortar 4,2 milhões
de barris por dia sobre a produção real da organização
em setembro (...), de 29.045 milhões de barris por dia a
partir de 1º de janeiro de 2009", diz o comunicado
divulgado após a reunião. A produção hoje está em cerca
de 27,3 milhões de barris diários.
Os cortes passarão a ter efeito a partir de 1º de
janeiro de 2009. A próxima reunião do cartel deverá
ocorrer no próximo dia 15 de março.
A decisão não bastou para impedir a queda de preço: os
investidores ainda vêem um mercado petrolífero saturado,
devido às expectativas de queda na demanda devido à
crise econômica global. Às 14h59 (em Brasília), o barril
do petróleo cru para entrega em janeiro, negociado na
Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês)
estava cotado a US$ 41,11, em baixa de 5,71%. Até o
horário, o preço máximo atingido pela commodity era de
US$ 45,50 e o mínimo, de US$ 40,20.
Mais cedo, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali
Naimi, havia afirmado que havia um consenso para uma
redução de 2 milhões de barris diários na produção dos
países membros da organização.
Segundo ele, a Rússia --principal concorrente da Opep--
informou que cortará sua produção, independentemente da
decisão dos membros do cartel. A produção diária russa
deverá ser reduzida em 320 mil barris, para acompanhar a
decisão da Opep, e o Azerbaijão também se mostrou
disposto a reduzir a sua extração em 300 mil barris ao
dia.
O objetivo da limitação da oferta é conter a queda dos
preços do petróleo, que desabaram em cerca de 70% desde
julho.
A reunião de hoje é a última conferência com a
participação da Indonésia, país que se retira do grupo
em 1º de janeiro por ter passado de exportador a
importador líquido de petróleo.
Demanda
Na semana passada, a IEA (Agência Internacional da
Energia, na sigla em inglês) revisou, novamente para
baixo, suas previsões sobre a demanda mundial de
petróleo. para este ano, a agência previu a primeira
queda em 25 anos, devido à crise.
A demanda mundial cairá até 85,8 milhões de barris
diários, uma redução de 350 mil barris na comparação com
a previsão anterior da agência, e de 200 mil barris
diários, em relação à de 2007.
Em 2009, a expectativa é de uma mudança de tendência e
um novo crescimento da demanda para 86,3 milhões de
barris diários, um número também revisto para baixo (260
mil barris a menos) em relação ao mês anterior.
A agência afirma que a alta de 2009 se baseia nas
últimas previsões de recuperação econômica divulgadas
pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
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