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Economia global terá em
2009 pior resultado do pós-guerra, diz consultoria
O relatório mensal da consultoria britânica Economist
Intelligence Unit (EIU) prevê retração de 0,4% na
economia mundial em 2009, o pior desempenho desde o
final da Segunda Guerra Mundial.
De acordo com a consultoria, o impacto da crise
econômica será sentido ainda em 2010, com uma
recuperação lenta e crescimento global de 1,5%.
Quando medida em termos de paridade de poder de compra
(que ajusta os valores absolutos do PIB de acordo com o
custo de vida em cada país), a taxa de crescimento
econômico global para 2009 será 0,7%, a menor desde o
início da década de 80.
O documento da EIU prevê que a política macroeconômica
dos países desenvolvidos continuará "agressivamente
expansiva", tendo em vista o enfraquecimento do
crescimento global.
Brasil
Segundo o relatório, o Brasil "não está imune à crise
econômica global" e os eventos das últimas semanas,
incluindo a rápida desvalorização do real, seriam
exemplos claros da vulnerabilidade brasileira à crise.
O documento prevê um crescimento de 5,3% para 2008, mas
alerta para uma mudança na estrutura do crescimento no
último trimestre, com queda no investimento, consumo
privado e importações reais.
De acordo com a EIU, a "desvalorização significativa do
real irá restringir a liquidez doméstica e piorar ainda
mais as condições de crédito, pressionando os devedores
e prejudicando ainda mais as previsões para consumo e
investimento".
EUA, Euro e Japão
Nas revisões feitas a partir do relatório de novembro, a
EIU revisou para cima a retração econômica nos Estados
Unidos, Japão e nos países da zona do euro. No mês
passado, a consultoria havia previsto que a retração
iria variar entre 0% e 0,5%.
No entanto, o relatório afirma que "a economia global se
deteriorou de maneira significativa em novembro e
dezembro" e por isso, a revisão divulgada nesta semana
prevê que a retração econômica nestes países será entre
1% e 2%.
Além disso, o documento alerta para a saúde da economia
chinesa, afetada pelo enfraquecimento das exportações e
pela fragilidade do setor da construção civil no país.
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