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Brasil deixa de pagar US$ 600 milhões
por gás boliviano
A redução na quantidade de gás natural importado da
Bolívia representará uma economia de US$ 600 milhões ao
Brasil, afirmou nesta sexta-feira o ministro Edison
Lobão (Minas e Energia).
Segundo o ministro, o corte no volume de gás de 30
milhões de m3/dia para cerca de 19 milhões de m3/dia
será mantido até abril. Nesse período, há muitas chuvas
e as hidrelétricas são acionadas, desligando, assim, as
termelétricas movidas a gás.
O CMSE (Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico) se
reuniu hoje e decidiu desligar praticamente todas as
termelétricas. Apenas as usinas nucleares de Angra 1 e 2
(que geram 1.200 MW) e as termelétricas Norte Fluminense
1 e 2 (400 MW) permaneceram ligadas, por produzirem
energia barata. Ao todo, as usinas que serão desligadas
geram 8 mil MW.
"Temos a segurança do fornecimento de energia
hidrelétrica. Estamos dando uma boa notícia, já que isso
nos encaminha para um custo cada vez mais baixo", disse
Lobão.
Lobão disse que ainda no primeiro o preço pago pela
Petrobras pelo gás da Bolívia sofrerá reajuste, de
acordo com o contrato. O valor acompanha o preço do
petróleo, que está em queda. "Não creio que suba [o
preço do gás]", disse.
Reunião
Lobão se reunirá às 16h com uma comitiva de ministros
bolivianos para discutir o corte na demanda por gás. O
ministro disse que ouvirá as propostas, mas disse que a
decisão já está tomada.
"Não faremos nada que prejudique diretamente a Bolívia
intencionalmente. Agora, se não precisamos do gás,
também não podemos prejudicar o Brasil pagando pelo que
não usamos", afirmou.
A Petrobras tem com a Bolívia contrato que prevê que,
mesmo que não consuma, a estatal tem que pagar por pelo
menos 19 milhões de m3/dia.
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