Com preços nas alturas da carne
abate deve elevar em 12% de bovinos
O abate de bovinos no Brasil
em 2011 deverá alcançar entre 44 milhões e 45 milhões de
cabeças, um aumento de cerca de 12% ante o ano anterior,
impulsionado pelo cenário de bons preços da arroba e
pela firme demanda interna e externa, disse nesta
quinta-feira um representante dos pecuaristas.
Com este desempenho, o setor voltaria a marca registrada
em 2006, ano de cenário favorável de preços e consumo na
pecuária de corte. No ano passado, foram abatidos cerca
de 40 milhões de cabeças.
"Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) seguir firme, a
tendência é de crescimento. Há uma correlação entre o
PIB e o consumo de carne", afirmou Antenor Nogueira,
presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de
Corte, durante conferência realizada em São Paulo.
"Para cada 2% de aumento no PIB, é necessário um
acréscimo de 1 milhão de cabeças para o consumo
interno", acrescentou Nogueira, referindo-se a estudo do
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O presidente do fórum ressaltou que os preços firmes
estimulam a retenção de matrizes, que devem representar
apenas cerca de 25% do total de animais abatidos no
país. Nos anos de baixos preços, o abate de fêmeas
chegou a 47%. "Em Mato Grosso do Sul, chegou a 57%",
lembrou ele.
Nogueira participou da conferência que apresentou o
programa inicial do Congresso Internacional da Carne,
que acontecerá entre os dias 8 e 9 de junho, em Campo
Grande, Mato Grosso do Sul. "Com este congresso, nosso
primeiro passo será integrar a cadeia e juntar esforços
para reforçar o marketing do setor", acrescentou.
Cautela
Os representantes do setor disseram acompanhar com
cautela as tensões no Oriente Médio e Norte da África,
região na qual se vê crescimento mais intenso da
demanda. Mas por ora, o impacto é limitado.
Segundo Nogueira, os principais consumidores da região
são Egito e Argélia. "A Líbia tem uma participação menor
e não vemos impacto nos embarques. Muda sim para o
distribuidor local, que precisa buscar a carne em outros
países", explicou.
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária
de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Corrêa Riedel,
tudo dependerá da duração dos conflitos na região. "É
difícil avaliar o impacto em alimentos. A preocupação é
se os conflitos persistirem e comprometerem a logística
de entrega", acrescentou.
José Batista Júnior, membro do conselho do JBS, que
esteve no evento, afirmou que não há risco para as
vendas da companhia. "Em situações de conflito é natural
ficar cauteloso. Mas a questão deve se resolver e quando
o conflito acabar, é possível até que as compras de
(carne) do Brasil melhorem", afirmou. Segundo ele, o
Oriente Médio responde por cerca de 10% das vendas da
companhia.
Segundo Batista Junior, o real valorizado e o
crescimento da renda elevaram a participação do mercado
interno nas vendas da companhia, que passaram de uma
média de 55% nos anos anteriores, para cerca de 80% no
ano passado, equivalente à média nacional. Segundo
Nogueira, o mercado interno respondeu por
aproximadamente 83% das vendas totais de carnes em 2010.
Pedimos sua atenção por favor.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico). Se
deseja um Brasil justo sem roubalheiras de políticos,
sem destruição do meio ambiente, de o seu apoio no site
abaixo.
http://sfbbrasil.org
Pedimos, por favor sua atenção;