Dólar cai pelo 4º dia seguido e fecha
maio a R$ 1,58
O dólar caiu pelo quarto dia seguido nesta terça-feira,
beneficiando investidores com posições vendidas na moeda
americana após dois leilões frustrados de swap cambial
reverso pelo Banco Central. A moeda americana fechou em
baixa de 0,82%, a R$ 1,58. É o menor nível desde 2 de
maio. No mês, o dólar teve alta de 0,45%.
Com a queda, o dólar terminou o mês praticamente no
mesmo patamar em que começou, anulando a forte alta das
duas primeiras semanas de maio - quando chegou a valer
R$ 1,64 por causa da instabilidade no mercado
internacional.
O destaque da sessão foi a falta de interesse no mercado
pelos leilões de rolagem de swap reverso do Banco
Central. Operadores atribuíram o resultado ao nível
relativamente alto dos juros locais em dólar - o cupom
cambial.
O FRA (forward rate agreement) de cupom cambial com
vencimento mais curto , próximo ao primeiro lote de
contratos de swap oferecido pelo BC, subia fortemente
nesta terça-feira, acima de 4%.
O dólar intensificou a queda após o anúncio de que o
segundo leilão terminara sem contratos vendidos devido
aos ajustes de mercado antes da expiração do lote de US$
1,655 bilhão em swap cambial reverso que expira sem a
rolagem.
Para junho, de acordo com analistas, a expectativa é de
que a moeda norte-americana volte a testar a disposição
do governo em evitar uma valorização excessiva do real.
"Eu acredito que haja uma melhoria de cenário em junho.
Não vai continuar tão volátil como estava em maio",
disse Julio Hegedus, economista da Interbolsa Corretora.
A entrada de capitais no País voltou a crescer, após um
mês fraco em abril, com saldo líquido de US$ 8,337
bilhões até o dia 23. Os recursos driblaram a taxação
maior nos empréstimos até 2 anos principalmente por meio
de contratos de exportação, mas grandes empresas, como
OGX , também contribuíram com a emissão de títulos de
prazo mais longo.
Desde sexta-feira, o BC voltou a realizar dois leilões
de compra de dólares por dia no mercado à vista. Tudo
depende, no entanto, dos desdobramentos da crise da
dívida na Europa e do grau de ansiedade do mercado no
último mês de estímulo financeiro à economia dos Estados
Unidos.
"Se o mundo tiver menos aversão a risco, o dólar tende a
se enfraquecer nesse primeiro momento", afirmou André
Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
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