Mais uma "lei" de TV paga afetará redes
de fibra óptica
O PL 116, já aprovado no Senado, deve incentivar
empresas a investirem mais na infraestrutura de dados
SÃO PAULO – Muito aguardado pelo setor, o projeto de lei
116, que regula principalmente o segmento de TV por
assinatura, terá influência direta em toda a cadeia de
telecomunicações do Brasil.
A regulamentação deve trazer também novos desafios para
as empresas que já atuam e as que querem atuar no
segmento, e especialistas alertam para a necessidade de
investimentos na congestionada infraestrutura de rede no
país.
Aprovado na noite de terça-feira no Senado e a caminho
de sanção presidencial, o projeto estava em discussão no
Congresso há anos e regula, principalmente, a entrada de
concessionárias de telefonia no segmento de TV por
assinatura e a participação de estrangeiros no capital
de empresas de distribuição de conteúdo. Saiba mais
“O PL-116 é o grande estímulo para investir em redes de
acessos baseadas em fibra ótica”, disse “Já vemos as
operadoras trabalhando com esse cenário.”
Tais investimentos podem chegar a R$ 144 bilhões até
2020, volume que deve triplicar o número de acessos em
TV paga, de acordo com estimativa da Associação
Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).
A melhora na qualidade das redes permitirá às operadoras
oferecer (ou aumentar a oferta) de serviços de alto
valor agregado, como banda larga e o chamado triple play
–pacote de serviços formado por acesso rápido à Web, TV
paga e telefonia.
Isso vale principalmente para as concessionárias de
telefonia, que perderam as restrições para o uso de sua
rede.
“O projeto otimiza o investimento, principalmente para
alguma atualização de fibra ótica, que agora terá uma
receita a mais para rentabilizar essa rede”, disse um
analista do setor que preferiu não se identificar.
Atualmente a qualidade dos serviços prestados pelas
operadoras enfrenta críticas, já que congestionamentos
de redes são frequentes, a ponto de provedores de
internet, por exemplo, garantirem apenas uma pequena
parte (em alguns casos 10%) da velocidade de banda larga
contratada pelo usuário.
Estrangeiros. Um ponto que trazia grande expectativa do
mercado –e também certa apreensão– é o espaço na lei que
permite o aumento de capital estrangeiro no controle de
empresas de TV por assinatura.
“Como revoga a lei anterior e não impõe determinação
nova, o projeto libera a entrada de empresas
internacionais”, disse Vinícius Vargas, advogado
especializado no setor e sócio do escritório Barros
Pimentel, Alcantara Gil, Rodriguez e Vargas.
Este ponto tem reflexo direto em todo o setor, como
acontece, por exemplo, com o grupo mexicano América
Móvil, que poderá assumir o controle da maior operadora
de cabo do país, Net, atualmente detido pelo grupo de
mídia Globo. Além da participação na Net, a América
Móvil ainda detém a concessionária de longa distância
Embratel e a operadora celular Claro.
“Isso representa implicações significativas para a Net,
à medida que pavimenta o caminho para a AMX (América
Móvil) tomar controle oficial da companhia através de
uma transação pré-concebida”, disse Christopher Buck,
analista do Barclays Capital, em nota ao mercado.
A Telefônica poderá seguir o mesmo caminho. “Com a
aprovação do projeto, a Telesp (Telefônica) poderá
assumir o controle e incorporar a TVA, e com isto
otimizar suas estruturas”, disse Leonardo Zanfelicio,
analista da corretora Concórdia.
Além disso, segundo analistas, a TIM deve colher frutos
com a nova lei depois que ampliou sua rede rede de fibra
ótica com a aquisição da AES Atimus, por R$ 1,6 bilhão,
em julho, e da operadora de longa distância Intelig, em
2009.
“Tão logo o projeto de lei seja regulamentado, a
companhia poderá detalhar como atuará na prestação desse
novo serviço”, informou a assessoria de imprensa da TIM.
A Oi também deve receber impulso, em meio ao interesse
das companhia em ampliar investimento em serviços de
televisão paga, como forma de melhorar a competitividade
de seus pacotes de serviço.
“A aprovação do PLC-116 acaba com uma assimetria
regulatória até então existente no país. A legislação
anterior restringia a prestação de serviços de TV por
assinatura via cabo por parte de empresas estrangeiras,
o que não ocorria com o mesmo serviço quando prestado
por meio de outras tecnologias”, como via satélite e
rádio, afirmou a Telefônica.
Obs: A lei apenas inviabiliza a melhorar o sistema de
banda larga, oferece ainda mais autonomia as empresas
multinacionais que exploram e oferecem um péssimo
serviço com custo elevadíssimo ao consumidor, ou seja, a
nova lei permitirá que o Brasil navegue no submundo por
muitas e muitas gerações...
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico). Se
deseja um Brasil justo sem roubalheiras de políticos,
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