Divida interna ultrapassa a 2.2 trilhões,
BC não consegue pagar os juros de (138) bilhões
De janeiro a julho deste ano, a economia feita para o
pagamento de juros da dívida pública, chegou a R$ 91,979
bilhões, o maior resultado da série histórica do BC,
iniciada em 2001. Esse superávit corresponde a 78% da
meta para o ano, que é R$ 117,9 bilhões.
Apesar do aumento do superávit primário, o esforço não
foi suficiente para pagar os juros da dívida, que
ficaram em R$ 138,544 bilhões, nos sete meses do ano,
ante a R$ 109,152 bilhões registrados em igual período
de 2010. Em 12 meses encerrados em julho, os gastos com
juros ficaram em R$ 224,761 bilhões, o que representa
5,73% do PIB. Esse é o maior percentual desde agosto de
2008 (6,11%).
Segundo Maciel, o aumento dos gastos com juros se deve à
elevação do estoque do endividamento, ao aumento da taxa
básica de juros, a Selic, e ao crescimento da inflação,
dois indicadores que corrigem a dívida pública.
Em julho, a dívida líquida do setor público chegou a R$
1,545 trilhão, resultado que corresponde a 39,4% do PIB.
Em relação ao mês anterior, houve uma redução de 0,3
ponto percentual. No ano, a redução na dívida líquida em
relação ao PIB chega a 0,8 ponto percentual. Segundo o
BC, contribuíram para essa redução a economia feita para
o pagamento de juros da dívida, e o crescimento do PIB.
Para agosto, a previsão do BC é 38,9% do PIB.
A dívida bruta do Tesouro Nacional, da Previdência e de
governos estaduais e municipais chegou a R$ 2,204
trilhões (56,2% do PIB) em julho, com aumento de 0,2
ponto percentual em relação ao mês anterior.
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