A CNI defende acordo entre Brasil e
Alemanha contra bitributação
O presidente da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Robson Braga afirmou nesta segunda-feira, durante
o 29º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que reúne
mais de 1.500 empresários no Rio de Janeiro, que Brasil
e Alemanha precisam chegar a um acordo que elimine a
bitributação e dê mais segurança aos investidores. Os
dois países também devem se empenhar no avanço das
negociações para a liberalização do comércio entre a
União Europeia e o Mercosul. "Há muitos campos em que
podemos avançar para aumentar a corrente de comércio e
de investimentos e a cooperação tecnológica entre os
dois países", disse Andrade.
De acordo com o presidente da CNI, o Brasil está
preparado para atrair investimentos a empreendimentos
que vão desde grandes obras de infraestrutura até a
organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em
2016. "Há a exploração da camada pré-sal, que exigirá o
fortalecimento da cadeia de petróleo e gás, e o
desenvolvimento de energias alternativas, como o
etanol".
O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores
do Brasil, Ruy Nunes Nogueira, destacou que a política
industrial do governo brasileiro tem um compromisso com
a inovação. Esse contexto, segundo ele, favorece os
acordos com a Alemanha na área de tecnologia e de
soluções para pequenas e médias empresas. "As pequenas
empresas alemãs, que são reconhecidas pela sua
capacidade de inovar e de exportar, devem ser um exemplo
para o Brasil".
De acordo com Hans-Peter Keitel, presidente da
Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), a congênere
alemã da CNI, os empresários da Alemanha têm interesses
em estabelecer parcerias tecnológicas com os
brasileiros. "Nós temos tecnologia e vocês têm
matérias-primas. Podemos fazer trocas".
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