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A Bovespa encerra pregão com queda seguindo mercados
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o
pregão desta terça-feira em baixa, com as preocupações
despertadas por um possível referendo na Grécia sobre a
ajuda concedida ao país. O Ibovespa caiu 1,74%, a 57.322
pontos. O volume financeiro da sessão foi de R$ 6,8
bilhões.
Pela manhã, o índice chegou a recuar 3,84%, na mínima do
dia, mas se recuperou seguindo a melhora de Wall Street
após um artigo de mídia reportar uma crescente oposição
de parlamentares gregos ao plano do premiê do país,
George Papandreou, de convocar o referendo.
O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York,
fechou com queda de 2,48%.
O operador Rodrigo Falcão, da Icap Corretora, explicou
que, pela manhã, a queda foi mais forte com o Ibovespa
seguindo os mercados americano e europeu, mas que a
possibilidade do referendo não ocorrer desencadeou uma
melhora nos mercados.
"Se for configurado que (o referendo) não passa de
especulação, a bolsa vai se recuperar. Mas se ocorrer um
clima pior lá fora, com referendo, e a não aceitação do
povo grego, isso piora a situação", disse.
No mercado interno, as ações de bancos seguiram o
comportamento de seus pares na Europa e registraram
fortes quedas, impactadas pelas preocupações com os
possíveis efeitos de um calote da Grécia.
O Santander recuou 2,91%, enquanto Bradesco perdeu 0,97%
e o Banco do Brasil caiu 0,39%. O Itaú Unibanco, mesmo
tendo apresentado lucro acima do esperado no terceiro
trimestre, caiu 1,77%, a R$ 32,13.
As blue chips também registraram perdas, com as quedas
nas commodities. A preferencial da Petrobras caiu 0,89%,
a R$ 21,13, enquanto a Vale recuou 0,98%, a R$ 40,40.
O mercado acompanha de perto o desempenho do Ibovespa
porque este é o mais importante indicador do desempenho
médio das cotações do mercado de ações brasileiro. O
índice retrata o comportamento dos principais papéis
negociados na bolsa. A pontuação do Ibovespa aumenta na
medida em que sobe o valor das ações.
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a
saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi
colocada à prova. Os problemas em operações de
financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram
bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou
mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos
da recessão, os países aumentaram os gastos públicos,
ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o
estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos
Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento
das contas.
A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida
pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que
corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as
economias de outros países da região foram inspecionadas
mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção
por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco
crescimento econômico e o aumento da dívida pública na
região já atingem grandes economias, como Itália (120%
do PIB) e Espanha.
Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário
Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE),
com influência da Alemanha, país da região com maior
solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes
de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas
condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a
aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos
públicos, programas sociais e aumentos de impostos.
Os Estados Unidos atingiram o limite legal de
endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de
R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na
ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim
como receitas fiscais mais altas que o previsto, para
seguir operando normalmente. O governo, então, passou
por um longo período de negociações para elevar o teto.
O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto)
para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na
ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo
assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima
(AAA) da dívida americana.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico),
ou seja, sem políticos. onde os bancários serão
respeitados, de seu apoio no site
http://sfbbrasil.org
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