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Dólar volta a
preocupar empresários com desvalorização de 6,5%
o dólar tornou a perder força e fechou em queda ante
o real nesta terça-feira, em meio a fluxos pontuais
de recursos e perspectivas de que o Brasil continue
atraindo dólares nos próximos meses. No mês, a
desvalorização ultrapassou 6%. A moeda americana
terminou em baixa de 0,13%, para R$ 1,7471 na venda,
nesta sessão, na mínima descendo a R$ 1,7343. No
acumulado de janeiro, a taxa de câmbio caiu 6,5%,
maior baixa mensal desde outubro, quando recuou
9,51%.
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O banco Central joga
dinheiro do contribuinte tentando ajudar o
fracasso do governo americano. O governo
deve preocupar-se é com o turismo e as
empresas que estão no sufoco com o real
muito valorizado. |
Após operar em queda na maior parte da manhã, a taxa
de câmbio passou a subir - na máxima alcançando R$
1,7540 -, refletindo a piora no cenário externo após
dados fracos sobre a economia americana.
Mas, segundo operadores, prevaleceram no final do
dia expectativas de que o mercado brasileiro seguirá
atraindo recursos internacionais no curto e médio
prazo, principalmente devido à série de emissões de
empresas domésticas anunciadas recentemente.
A mais recente foi a da Petrobras, que deverá ser
precificada nesta quarta-feira, segundo um
investidor. A demanda por títulos em dólares que a
estatal lançará no mercado internacional já chegava
a US$ 13 bilhões nesta tarde, ante US$ 6 bilhões
mais cedo nesta terça-feira, de acordo com o IFR, um
serviço da Thomson Reuters.
O mês de janeiro registrou vários anúncios de
emissões corporativas, como as de Bradesco, Banco do
Brasil, Vale, CSN e Braskem, todas após o próprio
governo captar recursos no exterior. Há expectativas
de que o frigorígico Minerva possa anunciar uma
captação no mercado internacional em breve.
Segundo dados mais recentes do Banco Central, já
entraram no Brasil US$ 6,654 bilhões líquidos em
janeiro até o dia 20. O BC divulga números mais
atualizado nesta quarta-feira.
"É muito dinheiro. Se esse fluxo continuar desse
jeito a tendência é o dólar recuar mais, e então o
BC pode entrar no mercado comprando", afirmou o
consultor financeiro da Previbank, Jorge Lima.
O BC parou de comprar dólares no mercado à vista em
setembro do ano passado, quando o agravamento da
crise de dívida soberana na Europa levou a uma
disparada na taxa de câmbio. Mas a série de quedas
da moeda neste mês voltou a acender a luz amarela no
mercado, na medida em que a cotação aproxima-se de
R$ 1,70, patamar no qual o mercado acredita que
aumentam as chances de o BC atuar.
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