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A cidade de São
Paulo e Rio de janeiro é o berço dos favelados,
aumentam a cada dia
Mais de 400 família que desocuparam na manhã desta
quinta-feira um prédio de três andares na esquina
das avenidas Ipiranga e São João, no centro da
capital paulista, começaram a construir barracos,
onde pretendem ficar por tempo indeterminado. As
construções estão sendo feitas a cerca de 100 m do
local, na própria avenida São João. A saída se deu
por conta do cumprimento da reintegração de posse do
imóvel que havia sido ocupado em novembro do ano
passado. A Polícia Militar esteve no local, mas não
houver qualquer tipo de confronto.
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Nos
últimos 10 anos a quantidade de favelas
quase que triplicou, devido o alto custo de
aluguéis, desemprego e falta de empenho do
governo federal sobre moradia.
Com a lei do
inquilinato, favoreceu diretamente as
imobiliárias que disparam os aluguéis e
treplicam o valor dos imóveis, enquanto isso
milhares de famílias são obrigadas a
construírem um abrigo qualquer para
sobreviver. |
Em pouco mais de uma hora, pedaços de madeira e
compensados começaram a dar forma às novas moradias.
O "acampamento" ocorre como forma de protesto, já
que o grupo alega que a reintegração de posse
ocorreu sem que houvesse um lugar destinado para que
as famílias pudessem ser transferidas.
Por volta das 10h30, agentes da Guarda Civil
Metropolitana (GCM) informaram que os barracos não
poderiam continuar no local, houve um princípio de
discussão, mas ninguém foi removido.
A inspetora Thays Lima, da GCM, informou ao grupo
que não iria tomar nenhuma iniciativa sem consultar
seus superiores. Integrantes da Secretaria Municipal
de Habitação também eram aguardados no local no
mesmo horário.
O grupo de sem-teto é liderado pela Frente de Luta
por Moradia, que diz ter em mãos uma liminar que
obriga o poder público a providenciar alojamento e
abrigo a todos os moradores de prédios abandonados
ocupados pelos membros do grupo.
"Cumprimos a lei ao deixar que o imóvel estava
ocupado, mas a Prefeitura não está cumprindo a
liminar que temos em mãos, que prevê que seja
garantido o alojamento para as famílias até a
efetiva implantação de programas habitacionais que
garantam a eles acesso à moradia", disse Osmar Silva
Borges, coordenador da Frente de Luta por Moradia.
Atualmente, a Frente de Luta por Moradia ocupa sete
prédios na região central de São Paulo. Segundo
dados da entidade, são cerca de 4 mil pessoas
vivendo em prédios que estavam fechados.
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