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Dólar volta a
preocupar e cai na casa do R$ 1.70
Com a queda acentuado do dólar em meio a fortes
ingressos de recursos trouxe o Banco Central (BC) de
volta ao mercado nesta sexta-feira, com a autoridade
monetária retomando as compras de dólares conforme a
moeda ameaça o "piso" informal de R$ 1,70. Para
alguns profissionais do mercado, no entanto, o BC
pode precisar ser mais incisivo se quer mesmo manter
a taxa de câmbio acima daquele patamar. As
perspectivas de novas entradas de recursos
estrangeiros diante da recuperação do apetite por
risco internacional favorecem um dólar mais
enfraquecido.
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Mera figura ilustrativa |
A economia do Brasil vira
em torno dos EUA, uma economia sem estrutura
definida. O Banco Central gasta bilhões
tentando manter a economia interna através
do "controle" da moeda americana.
Qualquer país sabe que
dinheiro muito forte, não é viável para
nenhum empresário e péssimo para o turismo.
Os EUA foram espertos, decaiu sua moeda para
competir com a China.
O Brasil pelo contrário,
esta na contramão servindo de muleta para
outros países, possui uma moeda forte que
não compra nada, apenas faz as indústrias
regredirem com altas taxas e impostos.
Conheça um novo sistema de governo, que sabe
o que é economia, e não deixará o Brasil
ficar em baixo da “saia” dos outros. (...) |
Nesta manhã, a autoridade monetária anunciou o
leilão de compra de dólares a termo, semelhante à
compra de moeda no mercado à vista. A diferença se
dá na data de liquidação: as compras a termo têm
liquidação futura, definida no momento do anúncio,
enquanto as aquisições à vista são fechadas em dois
dias úteis.
A liquidação da operação desta sexta-feira ocorrerá
em 20 de março de 2012 e o BC definiu como taxa de
corte de R$ 1,73. Foi a primeira intervenção da
autoridade monetária no mercado de câmbio neste ano
e a primeira operação desse tipo desde 26 de julho
de 2011. Naquele momento, o BC atuava de forma
pesada do mercado -também via leilões de compra no
mercado à vista e no futuro (swap reverso)- para
tentar segurar a cotação, que em torno de R$ 1,55
rondava as mínimas em 12 anos.
Em 27 de julho, um dia depois de o BC realizar seu
última leilão a termo do ano passado, o governo
anunciou uma taxação sobre as exposições em
derivativos cambiais, feitas tanto por instituições
financeiras quanto pessoas físicas, em um esforço
para reduzir as apostas contra o dólar e conter a
valorização do real.
Ação esperada
A atuação do BC nesta sexta-feira confirmou
expectativas que já circulavam há dias entre os
agentes econômicos, depois que o dólar caiu na maior
parte do mês de janeiro e atingiu as mínimas em três
meses frente ao real. No ano, até a véspera, o dólar
acumulava baixa de 7,85% frente ao real.
O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo
Galhardo, considerou que uma intervenção do BC já
era esperada, e que a autoridade monetária pode
atuar de forma mais agressiva caso considere
necessário". "O BC vai querer defender a linha de R$
1,70, e acho que se esse leilão não surtir o efeito
desejado, o BC vai fazer um swap reverso ou comprar
dólar à vista", afirmou.
Galhardo ponderou, contudo, que o BC terá de ser um
"comprador ousado", uma vez que a tendência do dólar
ainda é de queda, refletindo perspectivas de mais
ingressos de recursos externos ao País e a melhora
no quadro internacional. O fluxo cambial ao país
está positivo em US$ 6,501 bilhões nas quatro
primeiras semanas de janeiro, sustentado
praticamente pelo fluxo financeiro.
Operadores já vinham notando importantes ingressos
de recursos ao longo de janeiro, oriundos
principalmente de uma série de captações externas
anunciadas por empresas brasileiras, iniciadas após
o próprio governo fazer uma emissão internacional no
início do mês passado. A última grande captação
corporativa foi anunciada pela Petrobras, que lançou
US$ 7 bilhões em bônus no exterior nesta
quarta-feira.
Para o estrategista-chefe da CM Capital Markets,
Luciano Rostagno, a estratégia do BC reflete a
postura do governo para defender exportadores, que
têm suas receitas afetadas pelo câmbio
desvalorizado. "Os resultados da balança no mês
passado foram ruins, e ao que tudo indica o governo
quer atuar em várias frentes para impedir outro mês
ruim. E o câmbio é uma das principais", afirmou.
Em janeiro, a balança comercial registrou déficit de
US$ 1,29 bilhão, recorde para o mês e o primeiro
saldo negativo em dois anos. O ministro da Fazenda,
Guido Mantega, afirmou recentemente que o governo
agiria para proteger o setor exportador. O anúncio
da compra de dólares levou a moeda americana a
reverter a queda e passar a operar em alta por algum
tempo, batendo na máxima de R$ 1,72 e, na mínima, R$
1,71. Mas, logo em seguida, vieram dados positivos
sobre a economia americana, que deixaram o mercado
um pouco volátil. Às 15h23 (horário de Brasília), o
dólar era cotado a R$ 1,72 na venda, com
desvalorização de 0,05%.
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