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Inflação sobe e
feijão fica 15% mais caro para brasileiros
O (IPCA) apresentou variação de 0,56% em janeiro,
acima dos 0,50% de dezembro, de acordo com dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) divulgados nesta sexta-feira. Nos últimos 12
meses, o índice situou-se em 6,22%, ligeiramente
abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores
(6,50%).
Em janeiro de
2011, a taxa havia ficado em 0,83%. A maior parte do
índice do mês foi decorrente do grupo alimentação e
bebidas (0,86%). O feijão carioca liderou o aumento
no grupo no mês, passando de 8,84% em dezembro para
15,06% em janeiro.
Os grupos alimentação e transportes (que teve alta
de 0,69%) corresponderam a 0,34 ponto percentual do
índice de janeiro, conforme o IBGE. Os alimentos
ficaram com 0,20 ponto e os transportes com 0,14 e,
juntos, os dois grupos foram responsáveis por 61% do
IPCA.
As carnes, que vinham liderando os principais
impactos nos meses anteriores, reverteram o
movimento, com uma queda de 0,64% contra a alta de
4,11% em dezembro. No mês de janeiro, ocorreu queda
também nos preços de açúcar cristal, açúcar
refinado, leite longa vida, pão francês e frango em
pedaços. Além da alta do feijão, outros produtos
tiveram aumentos expressivos como a cenoura (de
-4,95% para 11,29%), tomate (de 1,04% para 8,09%),
batata-inglesa (de -4,46% para 8,01%), feijão preto
(de 0,55% para 5,42%) e hortaliças (de -1,46% para
4,56%).
No grupo transportes, as tarifas dos ônibus urbanos
foram responsáveis pelo maior impacto individual do
mês, de 0,07 ponto percentual, após a alta de 2,34%.
Segundo o IBGE, subiram ainda os preços de passagens
aéreas (de -2,05% para 10,61%), tarifas dos ônibus
intermunicipais (de 0,54% para 3,23%), seguro
voluntário (-6,86% para 2,69%) e conserto de
automóvel (de 0,49% para 0,71%).
Os combustíveis tiveram a queda mais representativa
no grupo, de 0,35% para -0,45%, especialmente por
conta da gasolina, que passou da alta de 0,30% para
queda de 0,35%, e do etanol, que foi de 0,74% para
-1,25%.
Analistas ouvidos pela Reuters previam que o
indicador teria alta de 0,55% em janeiro, acumulando
em 12 meses alta de 6,2%.
Resultados
De acordo com a coordenadora de índice de preços do
IBGE, Eulina Nunes, o resultado do IPCA no mês de
janeiro foi positivo. "Apesar da aceleração em
relação a dezembro, a taxa apresenta declínio nos
últimos doze meses. É o menor resultado desde março
do ano passado, quando a ficou em 6,30%", diz.
Para ela, os grandes grupos de produtos apresentou
crescimento, com destaque para habitação e
transporte. "No caso da alimentação, apesar da queda
na variação, os produtos que subiram, subiram muito,
influenciando o aumento do índice", conta.
Conforme Eulina, o Estado do Rio de Janeiro teve
peso alto. "O Rio de Janeiro foi o responsável pelo
maior índice de inflação do Brasil com 1,11% de
IPCA, contra 0,66% em dezembro. Isso ocorreu
principalmente por conta do aumento dos transportes
urbanos e da alimentação, por conta das chuvas na
região serrana, principal produtor de
hortifrutigranjeiros na região. O que ajudou a
aliviar a taxa de transportes foi combustível.
Gasolina e Etanol também tiveram queda", conta.
Conforme a coordenadora, a redução do preço das
carnes foi provocada pela rotina de alimentação
modificada pelas férias, o que faz com que os
movimentos de compra e venda sejam fracos. "A seca
no Sul obrigou os pecuaristas a aumentarem o abate,
o que ampliou a oferta de carne e forçou queda dos
preços", diz.
Segundo ela, as chuvas Influenciaram a alta de
feijão, cenoura e tomate. Em 2011, o ganho dos
produtores de feijão foi mais baixo e quando isso
acontece, o produtor diminui a área plantada no ano
seguinte e, com menor oferta, o preço tende a subir.
Outros impactos no índice do mês foram: hotéis, por
conta das férias, e excursão.
Para fevereiro, é possível que as tarifas transporte
urbano voltem a gerar reflexos no índice, já que
devem ocorrer rejustes em Belo Horizonte, São Paulo,
Porto Alegre, Recife e no Rio de janeiro. Educação
também deve aumentar, com os reajustes das
mensalidades a partir do início do ano letivo.
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