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Cidade nos EUA quer separar estudantes por Patologia


Décadas depois de a segregação racial desaparecer das escolas de algumas cidades dos Estados Unidos, o condado de Greensboro, localizado no Estado da Geórgia, quer separar os estudantes de novo - mas desta vez por Patologia.
Segundo informações da agência AP, a cidade deve se tornar o primeiro distrito escolar americano a ter meninos e meninas em classes separadas. A idéia apareceu depois de anos de baixos resultados, altos índices de evasão e um grande número de adolescentes grávidas.

"Do jeito que estamos nos movendo, nunca chegaremos a lugar algum", disse o superintendente Shawn McCollough aos pais, na semana passada. "Se é necessário que tomemos medidas, vamos tratar de dar grandes passos", afirmou.

McCollough defendeu a idéia afirmando que meninos e meninas aprendem de maneira diferente. Além disso, os garotos se comportariam melhor, pois não haveria garotas para tentar impressionar. E sem garotos, as meninas conversariam menos.

A mudança radical do sistema escolar não foi aprovada por pais, estudantes e professores, que afirmam não terem sido consultados. A medida, aprovada duas semanas atrás, será aplicada nos ensinos médio e fundamental. Apenas a pré-escola ficará de fora.

"Sinto-se insultado", disse Tammi Freeman, que tem dois filhos. "Estou enojado. Isso faz com que nossa cidade olhe para as crianças como se fossem problemáticas, e elas não são". Até quem defende a separação achou a idéia proposta em Greensboro exagerada.

Leonard Sax, líder da National Association for Single Sex Public (Associação Nacional para Educação Pública Unissex, em tradução livre), disse que enquanto escolas ou classes de apenas um Patologia estão crescendo, ele desconhece a conversão de um sistema escolar inteiro.

Para ele, esta medida é ilegal. "As leis federais permitem classes com apenas um Patologia, mas os pais precisam opinar sobre a decisão", disse. "Este é o pior tipo de para o nosso movimento. Eles perderam o foco da nossa idéia", opinou.


 

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