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MEC diz que 23 cursos de direito terão de reduzir
vaga
da Folha Online
O Ministério da Educação quer cortar 13.786 vagas em 23 cursos de direito com
baixo desempenho no exame da pasta que avalia os universitários. A Folha obteve
a lista dos cursos que receberam a proposta, informa Angela Pinho em reportagem
publicada nesta quinta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do
jornal).
Seis universidades já concordaram formalmente com a medida e firmaram um termo
de compromisso com o MEC --concordando em cortar 1.547 vagas. Outros 17 cursos
ainda não se comprometeram a fazer o corte.
Entre as universidades que ainda não acataram a ordem do MEC estão Unip
(Universidade Paulista), Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo),
Universidade Camilo Castelo Branco, Universidade Santo Amaro, Faculdade
Comunitária de Campinas, Universidade do Vale do Paraíba, Universidade Mogi das
Cruzes e Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis.
A medida faz parte do processo de supervisão, anunciado pelo MEC no ano passado,
que teve como alvo 80 cursos de direito com notas 1 e 2, numa escala de 1 a 5,
no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia o conhecimento
dos alunos, e no IDD (Indicador de Diferença de Desempenho), que mede o
conhecimento agregado pelos cursos aos estudantes.
Sabatina
Em sabatina realizada na tarde desta terça-feira (25) no Teatro Folha, em São
Paulo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que partes do ensino
superior privado cresceram de forma "abusiva" e defendeu que cursos
mal-avaliados sejam fechados.
O ministro também anunciou que, na semana que vem, irá enxugar mais cursos de
direito. "Houve um abuso desnecessário na expansão de parte do setor privado. Há
vagas que foram abertas sem critério e processos seletivos com critério menor
ainda. Não é razoável que uma faculdade não faça um processo seletivo para ver
se o aluno tem condições de ingressar em um curso de direito."
Somadas às mais de 6.000 vagas fechadas em janeiro passado, serão 20 mil. O
ministro explica que preferiu começar a reavaliação do ensino superior pelo
curso de direito porque precisava de jurisprudência favorável para enfrentar as
instituições de ensino, e o direito é uma área da qual os juízes entendem.
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