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Conselho Universitário da UnB adia discussão
sobre escolha de novo reitor
O Conselho Universitário da UnB (Universidade de Brasília) adiou para amanhã a
decisão para definir os critérios para a escolha do reitor temporário em
substituição a Timothy Mulholland, que renunciou ao cargo ontem.
Após cerca de três horas de reunião, ficou acertado que amanhã à tarde serão
definidos os critérios e avaliados os nomes que serão apresentados ao ministro
Fernando Hadadd (Educação) até as 18h.
Durante a reunião de hoje, foram sugeridos os seguintes nomes: Sepúlveda
Pertence, ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e professor aposentado
da Faculdade de Direito; Roberto Aguiar, professor de Direito; Antonio Ibañez
Ruiz, ex-reitor da UnB e professor aposentado da Faculdade de Engenharia
Mecânica; Décio Garcia Muñoz, professor aposentado da Faculdade de Economia;
senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-reitor da UnB; Issac Roitnan, professor
da Faculdade de Biologia; José Geraldo de Souza Júnior, professor da Faculdade
de Direito; e Estevão Martins, professor da Faculdade de Ciências Humanas.
"A tendência é escolher um nome da própria UnB, mas não há restrições sobre o
fato de o indicado ser aposentado ou integrante externo da universidade",
afirmou José Carlos Balthazar, que presidiu a reunião do Conselho Universitário.
A reunião realizada hoje foi cercada de intenso debate promovido pelos alunos
que defendem a garantia de que o reitor temporário crie condições para realizar
eleições paritárias --nas quais os votos dos professores, estudantes e
servidores terão o mesmo peso.
Essa é a principal condição dos alunos para suspender a ocupação da reitoria que
hoje completou 12 dias.
"Não é um ato de vandalismo mas de defesa da instituição. Há muitos anos não
havia interlocução [com a administração da UnB]. Nós derrubamos essa gestão com
muita luta", afirmou Fábio Felix, um dos coordenadores do DCE (Diretório Central
dos Estudantes).
Os estudantes marcaram para a próxima quarta-feira uma assembléia para definir
se o protesto será mantido por mais algum tempo. Uma das coordenadoras do
movimento, Luiza Oliveira, afirmou hoje que os estudantes só aceitam o reitor
temporário se ele pertencer aos quadros da UnB, não tiver vínculo com a gestão
anterior, não tiver ligações com organizações privadas, não for candidato nas
próximas eleições para escolha do novo comando da universidade e garantir que a
escolha da nova reitoria será feita de forma paritária e que as contas dos
contratos firmados entre as fundações e a UnB serão abertas.
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