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Só 7 das 5.183 escolas estaduais de SP possuem
padrões de ensino internacionais
da Folha Online
Somente 7 das 5.183 escolas estaduais paulistas possuem qualidade de ensino
equivalente ao verificado em países como Finlândia e Coréia, duas potências
mundiais quando o assunto é educação. Duas delas são do ensino médio e outras
cinco, escolas de 5ª a 8ª série do ensino fundamental.
Apenas elas atendem às metas estipuladas pelo Idesp (Índice de Desenvolvimento
da Educação do Estado de São Paulo), um indicador criado pelo governo estadual
para avaliar as condições da qualidade do ensino na rede que administra. Ele
leva em conta dois dados: o Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar
do Estado de São Paulo) e a taxa de alunos que estudam em séries indicadas para
a sua idade --e que podem sofrer variação caso haja repetência e evasão, por
exemplo.
Segundo a Secretaria de Estado da Educação, o índice é individualizado e não foi
criado para estimular uma disputa entre as melhores ou piores escolas da rede,
mas sim para averiguar as condições de cada unidade de ensino e estabelecer
metas de melhorias a curto e longo prazos. Cada escola terá uma espécie de
boletim. Ele pode ser consultado no site da própria Secretaria de Estado da
Educação.
"O Idesp vai permitir que as nossas escolas melhorem mais rapidamente", afirmou
nesta quinta-feira a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de
Castro.
Anunciado como uma revolução pela secretária, o lançamento do índice contou com
a participação secretários do governo José Serra (PSDB), entre eles nomes de
peso como Aloysio Nunes Ferreira Filho (Casa Civil), Mauro Ricardo Machado Costa
(Fazenda) e Sidney Beraldo (Gestão Pública).
Cálculo
Ambicioso, o projeto tem perspectiva de atingir patamares de países
desenvolvidos até o ano de 2030. O alcance das metas é gradual e elas serão
estipuladas ano a ano. O parâmetro a ser atingido é o OCDE (Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entidade que reúne 30 países membros e
que têm, entre outras metas, assegurar o melhor acesso à educação.
O fator de cálculo do Idesp vai de 0 a 10. Cada escola recebeu uma nota. Apesar
do índice estabelecer o patamar máximo de 10, cada escala de ensino tem a sua
meta a ser alcançada. No caso de alunos da 1ª a 4ª série do ensino fundamental,
a meta é atingir 7, no caso da 5ª a 8ª série é 6, e os alunos do ensino médio
tem como meta o índice de 5.
A avaliação realizada pelo Idesp aponta que atualmente o índice médio de escolas
de 1ª a 4ª série no Estado é de 3,23. Nas instituições de ensino de 5ª a 8ª
série ele é de 2,54, e no ensino médio é de 1,41.
Um exemplo é o da escola Rodrigues Alves, localizada na avenida Paulista, em São
Paulo. O índice de 1ª a 4ª série é de 3,96, e da 5ª a 8ª série é de 3,15. Como
meta para 2008, eles terão de alcançar os índices de 4,09 e 3,26,
respectivamente.
"Os desafios e necessidades de cada escola são diferentes", afirma a secretária.
Melhores
A escola Papa João 6º, de Santo André (Grande São Paulo) --com índice de 6,21--,
e a Baptista Docli, em Dolcinópolis (599 km de São Paulo) --que obteve índice
5,39--, são as melhores entre as instituições de ensino médio segundo o Idesp.
Outras cinco são de 5ª a 8ª série. São elas: Coronel Pontes Gestal, na cidade de
Pontes Gestal (533 km de SP), com índice 6,89; Baptista Dolci, em Dolcinópolis,
com Idesp 6,50; Gentila Guizzi Pinatti, de Sebastianópolis do Sul (504 km de
SP), que teve 6,10; Coripheu de Azevedo Marques, com 6,10, localizada em
Aparecida D'Oeste (629 km de São Paulo); e Prefeito José Ribeiro, de Paranapuã
(606), que obteve 6,07 no Idesp.
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