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Professores fazem protesto no Paraná e param por 24 horas


DIMITRI DO VALLE
em Curitiba


Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná suspenderam nesta quarta-feira as aulas por 24 horas em protesto contra promessas de campanha que não teriam sido cumpridas pelo governador Roberto Requião (PMDB) e pelo secretário da Educação, Maurício Requião.

Houve protestos nas principais cidades do Estado. A APP-Sindicato (entidade que representa os servidores do magistério do Paraná) informou que 90% dos professores e funcionários aderiram à manifestação. Para o governo, a adesão atingiu 40% dos servidores.

Em Curitiba, uma passeata mobilizou cerca de 5.000 manifestantes, segundo a APP-Sindicato. O ato saiu da região central da cidade em direção ao palácio do governo, causando engarrafamentos. De um carro de som, manifestantes citavam o nome do governador e do secretário, irmão de Requião, com frases como "Salário e carreira, Requião, isso não é brincadeira."

Segundo sindicalistas, o governo ainda não apresentou proposta de criação de plano de cargos e salários para os 23 mil servidores técnico-administrativos do setor.

De acordo com José Lemos, presidente da APP-Sindicato, o funcionalismo espera uma definição desde 2003, quando começou o segundo mandato de Requião.

Os professores também reclamam que não há isonomia salarial em relação a categorias de servidores que exigem nível superior. Pedem índice de reparação de 38%. Enquanto um professor recebe R$ 1.500 mensais, outras categorias ganham a partir de R$ 2.100.

A Secretaria da Educação informou que tem negociado as reivindicações da categoria com a APP-Sindicato. Disse ainda que os pedidos de professores e funcionários precisam ser estudados com profundidade para evitar contestações de outros grupos de servidores.
 

 

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