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Professores de SP decidem pela continuidade da
greve
Os professores da rede estadual de ensino que estão em greve desde segunda-feira
(16) decidiram em assembléia na tarde desta sexta-feira pela continuidade da
paralisação. Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do
Estado de São Paulo), os professores acreditam que o reajuste de 12,2% anunciado
ontem (19) pelo governo não é o bastante.

Além do reajuste, os grevistas querem a revogação de um decreto do governo que
trata do sistema de contração e substituição de professores, além de prever a
realização de concursos regionais para professores. A nova medida também impõe a
avaliação de desempenho da categoria.
Os grevistas seguirão em passeata durante a tarde até a praça da República. Um
protesto semelhante ocorrido na semana passada prejudicou o trânsito na cidade,
principalmente na avenida Paulista.
Uma nova assembléia está marcada para a próxima sexta-feira (27), novamente no
vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo).
Segundo o sindicato, 70% da categoria está de braços cruzados. A Secretaria da
Educação rebate o número e afirma que menos de 2% da categoria aderiu à
paralisação. A secretaria acrescenta, por meio de nota, que a greve é infundada,
pois o decreto traz "uma mudança que visa apenas a melhorar as condições de
ensino".
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