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Professores mantêm greve até dia 27 em SP;
protesto atrapalhou trânsito no centro
ÉBANO PIACENTINI
Colaboração para a Folha Online
Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira manter
a greve ao menos até o próximo dia 27, quando realizam uma nova assembléia para
decidir os rumos da paralisação. A categoria está em greve desde segunda-feira
(16).
Danilo Verpa

Professoras protestam contra política do governo Serra para educação durante
passeta pela Consolação; greve continua
Uma assembléia foi realizada na tarde desta sexta no vão do Masp. Depois, os
professores seguiram em passeata até a praça da República, passando pela rua da
Consolação, provocando um caos no trânsito. A manifestação reuniu 60 mil
pessoas, segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do
Estado de São Paulo). Já a Polícia Militar estima que 8.000 participaram da
marcha.
Entre as 15h e as 18h, os motoristas que circulavam pela avenida Paulista e rua
da Consolação enfrentaram congestionamentos em quase toda a extensão das vias. A
CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) teve de desviar o tráfego para outras
vias da região.
Segundo o presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro de Castro, o reajuste oferecido
ontem (18) pela Secretaria de Estado da Educação --de 12,2%-- é insuficiente. De
acordo com Castro, o aumento real anunciado é de 5%, que com a incorporação das
gratificações pode chegar a 12%.
Além do reajuste, a categoria quer a revogação de um decreto do governo que
trata do sistema de contração e substituição de professores, além de prever a
realização de concursos regionais para professores. A nova medida também impõe a
avaliação de desempenho da categoria.
"O governo Serra governa por decreto, de forma autoritária com tipo de política
que pune e responsabiliza os professores, por algo que é de responsabilidade do
Estado, que é investir na qualidade do ensino", disse o presidente da Apeoesp.
Segundo o sindicato, 70% da categoria está de braços cruzados. A Secretaria da
Educação rebate o número e afirma que menos de 2% da categoria aderiu à
paralisação. A secretaria acrescenta, por meio de nota, que a greve é infundada,
pois o decreto traz "uma mudança que visa apenas a melhorar as condições de
ensino".
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