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Pintura substitui uso de cadáver em aula médica

 

CLÁUDIA COLLUCCI


A Universidade Anhembi Morumbi substituiu os cadáveres por pintura (bodypainting) e projeção e animação de imagens no corpo de modelos nas aulas de morfologia. O sistema de ensino foi inspirado em outro semelhante existente na Peninsula Medical School (Reino Unido) desde 2002.

Por meio dessa técnica, os alunos visualizam a anatomia humana de acordo com a sua proporção. Para cada aula, há uma pintura e uma projeção referente ao sistema que os alunos estão estudando. Ontem, por exemplo, os alunos estudaram a morfologia do coração.

 

Eduardo Anizelli/Folha Imagem



Estruturas representadas na pintura são baseadas nas medidas dos órgãos do modelo; método dá idéia de dimensão da estrutura
Segundo José Manoel dos Santos, professor de morfologia e coordenador do curso de ciências biológicas da universidade, a pintura associada à projeção de imagem dá uma idéia de dimensão da estrutura do corpo a ser estudada.

A preparação de uma aula de 40 minutos, segundo ele, chega a demorar cinco horas.

Nesse período, são tiradas as medidas dos órgãos, ossos e vasos sangüíneos do modelo, que serão pintados no corpo por uma artista plástica --Kazuy Yamada, professora de design e moda da Anhembi Morumbi.

Santos afirma que não há prejuízo na substituição dos cadáveres no ensino médico. "A substituição [de cadáver] é uma tendência mundial. Quando a técnica é aplicada dentro de um rigor científico, os resultados são ótimos."

Outros recursos

Outra estratégia cada vez mais comum nos cursos na área de saúde são os robôs e computadores com modernos softwares que permitem ao aluno realizar procedimentos virtuais.

Chamadas de "simuladores reais de pacientes", as máquinas custam de US$ 80 mil a US$ 300 mil e simulam diversas funções do corpo humano, como respiração, batimentos cardíacos, inchaço e pulsação.

Instrutores ficam instalados em uma sala de controle e manipulam as respostas do robô. Por exemplo, os batimentos cardíacos podem variar de uma hora para outra ou a garganta e a língua incharem, dependendo da situação clínica. Uma das vantagens desse tipo de tecnologia, dizem os médicos, é permitir o treino e a repetição de procedimentos quantas vezes forem necessárias, até o aluno ganhar prática.


 

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