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PM contém tumulto em escola de SP; pais e funcionários reclamam de violência
A Polícia Militar precisou ser
acionada na manhã desta quarta-feira para conter um tumulto promovido pelos
alunos da escola estadual Amadeu Amaral, no Belenzinho (zona leste de São
Paulo). Durante a confusão, os estudantes depredaram a unidade, e um adolescente
sofreu ferimentos leves.
Os pais e funcionários da unidade afirmam que as brigas e depredações são
comuns. De acordo com Leandra Firmino, 34, mãe de duas alunas --de 12 e de 14
anos--, são constantes as brigas na escola. "Os alunos são terríveis, e a
direção não tem controle nenhum sobre eles", afirmou.
Fachada da escola estadual Amadeu Amaral, onde estudantes promoveram tumulto
Outra mãe de aluno, Neide Catarina Nascimento, 46, procurava o filho em frente à
escola por volta das 15h. Ela dizia que o garoto não havia voltado para casa
após o tumulto ocorrido pela manhã e afirmou que, freqüentemente, os problemas
na escola resultam em reunião de pais. "Eles [alunos] quebram carteiras, prendem
professores nas salas de aulas e jogam papéis nos funcionários."
Uma funcionária da escola esteve no 81º DP (Belém) para acompanhar um aluno que
se feriu durante a confusão e estava sem os pais. Ela pediu para não ser
identificada e disse que as brigas e depredações são comuns, sendo necessário
recorrer à polícia regularmente.
Briga
A PM foi acionada por volta das 10h30 desta quarta, quando os estudantes
depredavam o interior da escola.
Segundo o capitão Alexandre Marcus de Oliveira, comandante da 4ª Companhia do 8º
Batalhão da PM, oito policiais foram enviados para conter cerca de 120 alunos,
que atiravam carteiras do segundo andar do prédio e brigavam entre si.
A confusão teria começado com a briga duas meninas --uma de 18 anos e outra de
15. A de 18 afirmou que o desentendimento entre elas já ocorria havia algum
tempo e admitiu que desavença teria levado à confusão de hoje.
A mãe da adolescente disse que a filha teve que dormir na escola para evitar um
grupo que a ameaçava, no fim da tarde de ontem. A mãe disse que a garota seguiu
orientação da direção da escola e que não foi informada com antecedência. Já a
funcionária da escola ouvida pela Folha Online nega a versão e diz que a menina
passou a noite na unidade sem conhecimento da administração.
Punição
A direção da escola deverá identificar os alunos que participaram da depredação
e acionar o Conselho de Escola, que reúne pais e educadores, para analisar a
possível expulsão ou transferência dos envolvidos.
Os danos causados pelos alunos ainda são avaliados. Enquanto isso, as aulas
permanecem suspensas.
"A secretaria lamenta qualquer agressão contra alunos e professores. A direção
da escola tomou a atitude correta de acionar a polícia para conter os alunos
envolvidos no caso", informou a pasta, em nota.
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