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Escassez de professores ameaça metas mundiais para
educação
Um comunicado assinado por quatro chefes de agências da ONU (Organização
das Nações Unidas) nesta terça-feira em setembro de 2010, 5, alerta para
a necessidade de que os governos corrijam um déficit de mais de 10
milhões de professores até 2015. O texto destaca, entre outros pontos, o
papel crucial que os educadores desempenham na recuperação de desastres
naturais e conflitos.

"Sem um número suficiente de professores capacitados e profissionalmente
motivados, corremos o risco de ficar aquém da promessa feita há dez anos
no Fórum Mundial de Educação para as crianças e a juventude: educação
para todos até 2015. Isto porque os professores são o coração do sistema
de ensino", declararam os chefes de agências.
"O baixo nível social, baixo salário e más condições de trabalho violam
os direitos dos professores, ao mesmo tempo que desencorajam talentosos
jovens a ingressar e permanecer na profissão docente. A situação deve
ser corrigida em um momento em que o mundo precisa de um número estimado
de 10,3 milhões de novos professores para atingir os objetivos de
educação internacionalmente acordados até 2015", acrescentaram.
Em uma discussão, professores do Haiti, Israel, Lesoto, Mali, Laos e
França compartilharam suas experiências em lidar com a crise
educacional. A apresentação das últimas estatísticas sobre a escassez
global de professores e a abertura de uma exposição fotográfica sobre os
profissionais da área que trabalham em condições particularmente
assustadoras também marcaram a data.
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