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Protocolado três ações contra 20 professores da
Unifesp
O Ministério Público Federal (MPF) protocolou nesta segunda-feira três
ações públicas por ato de improbidade administrativa contra 20
professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Eles são
acusados de exercer atividades remuneradas não autorizadas, em
desobediência ao regime de dedicação exclusiva da Universidade.

Entre eles, nove ainda dedicavam-se à gerência, administração ou
representação técnica de sociedades comerciais, o que é vedado pelo
Estatuto do Servidor Público Federal. Entre as atividades exercidas
irregularmente estão o atendimento a pacientes em consultório particular
e a docência em outras universidades.
O MPF avaliou que o prejuízo causado pela conduta ilegal dos 20
professores seja de ordem de R$ 1,4 milhão. Os procuradores da
República, Sergio Gardenghi Suiama e Sônia Maria Curvelo, pedem que os
professores sejam condenados ao ressarcimento integral do dano apurado
pelo Tribunal de Contas da União (TCU), à perda do cargo de docentes da
Unifesp, à suspensão dos direitos políticos por até 10 anos, ao
pagamento de multa civil de até três vezes o valor da vantagem
indevidamente recebida, e ainda sejam proibidos de contratar com o poder
público ou dele receber benefícios ou incentivo fiscais ou creditícios
pelo prazo de 10 anos.
O TCU começou a investigar o caso a partir de informações encaminhadas
pela Procuradoria da República em São Paulo, que desde 2003 apurava a
violação, por docentes da Unifesp, do regime de dedicação exclusiva.
Na administração pública federal, o docente pode optar por três
diferentes regimes de trabalho: tempo parcial de 20 horas; regime de 40
horas de trabalho semanais; e regime de dedicação exclusiva. "Ao optar
pelo regime de dedicação exclusiva, o docente somente poderá desenvolver
atividade remunerada se obtiver autorização da instituição a que está
vinculado, nos termos de prévia regulamentação expedida pelo Conselho
Superior da Universidade", afirma o MPF em outro trecho das ações.
Nenhum dos 20 professores demandados, porém, solicitou prévia
autorização da Unifesp para exercerem atividades remuneradas fora do
campus.
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