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Todo o Nordeste e Norte do Brasil reprovam merenda
escolar pública
A qualidade e a quantidade da merenda servida nas escolas públicas foi
considerada insatisfatória pela maior parte dos entrevistados das
regiões Nordeste e Norte na pesquisa do Sistema de Indicadores de
Percepção Social (Sips), publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea). A situação é inversa, no entanto, nos Estados das
regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Com relação à qualidade dos alimentos, o índice de avaliação positiva da
merenda escolar no Nordeste e no Norte foi de apenas 39,1% e 38,6%,
respectivamente - enquanto 60,9% no Nordeste e 61,4% no Norte acham a
qualidade dos alimentos regular ou ruim.
Em contraste, na região Sul 75,8% disseram que a qualidade da merenda é
boa. No Sudeste foram 65,5% os que avaliaram a comida como boa, e, no
Centro-Oeste, o índice de avaliação positiva foi de 70,9%.
A mesma discrepância foi vista na pesquisa quanto à quantidade de
alimentos servida. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a maioria acha que a
quantidade é suficiente - os índices foram, respectivamente, de 86,7%,
74,3% e 73,2%.
Na região Nordeste, 46,3% declararam que a quantidade é suficiente, mas
a mesma proporção disse achar que é pouca comida - outros 7,3% disseram
que é muito pouca comida. No Norte, foram 44,3% que acharam pouca
comida, e outros 8,3% consideram que é muito pouca.
Percepção geral
No geral, a qualidade dos alimentos da merenda foi considerada boa ou
muito boa por 59,5% dos entrevistados. Outros 28,1% acham que é regular,
enquanto 12,4% disseram ser ruim.
Quanto à quantidade, os dados gerais mostram que 67,3% avaliam como
suficiente ¿ 28% acham pouca comida e 4,7% acham muito pouca.
Programa Merenda Escolar
A pesquisa também avaliou a percepção da população em relação aos
efeitos do Programa Merenda Escolar no rendimento dos alunos. Entre os
entrevistados, menos de 43% reconheceram que o programa pode ser
considerado bom ou muito bom - 17% o consideraram ruim.
As respostas de acordo com categorias mostraram avaliações mais
positivas entre as pessoas com menor escolaridade e menor renda. Segundo
conclusão do estudo, "as diferenças observadas nas variáveis renda e
escolaridade parecem indicar que os grupos com maior carência e
dificuldades sociais dão mais importância ao papel da merenda escolar no
desempenho dos alunos, se comparados aos grupos sociais de maior poder
aquisitivo e escolaridade".
Pesquisa
Segundo o Ipea, a pesquisa foi feita com a aplicação de um questionário
de 21 questões objetivas para 2.773 pessoas, em suas residências, em
todo o País, no período de 3 a 19 de novembro de 2010. A amostra foi
definida por cotas, tendo como parâmetro a Pesquisa Nacional por
Amostragem de Domicílios (PNAD) de 2008, do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Todos os entrevistado responderam a
perguntas sobre a qualidade de educação pública no Brasil
independentemente de frequentarem a escola ou serem responsáveis por
alunos.
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