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Inglaterra anuncia medidas para limitar vistos a
estudantes
O governo britânico anunciou nesta terça-feira medidas para limitar a
concessão de vistos a estudantes estrangeiros que se matriculem em
instituições de ensino do país. Segundo a secretária do Interior,
Theresa May, o objetivo do projeto é fechar faculdades "fraudulentas" e
impedir a entrada no país de pessoas que não falam bem a língua inglesa.

Entre as medidas, está a limitação do tempo que estudantes de fora da
União Europeia podem permanecer na Grã-Bretanha depois do fim de seus
cursos. Além disto, será exigido dos estrangeiros que comprovem ser
fluentes em inglês. O governo também pretende limitar o número de horas
semanais de trabalho permitidas aos alunos de fora matriculados no país.
A maior parte das restrições têm como alvo pequenas instituições
privadas, e não as grandes universidades britânicas, como Oxford e
Cambridge. De acordo com May, as medidas irão reduzir para cerca de 80
mil o número de vistos concedidos por ano a estudantes estrangeiros na
Grã-Bretanha - o que equivale a um corte de 25%.
Autoridades estimam ainda que o número de dependentes destes estudantes,
que também se mudam para o Reino Unido, deverá cair em torno de 20 mil
por ano.
"Melhores e mais brilhantes"
Dirigindo-se aos membros do Parlamento, a secretária disse que, enquanto
o atual governo quer atrair os "melhores e mais brilhantes" estudantes
ao país, os trabalhistas deturparam o sistema de permissão de vistos
durante a sua gestão.
"Este pacote irá conter os estudantes de mentira, que fazem cursos sem
sentido em faculdades fraudulentas", afirmou. "(O projeto) irá proteger
as nossas instituições de classe mundial. Ele irá conter o abuso que se
tornou tão comum sob o (governo) trabalhista", disse a ministra, que
defendeu mais "sanidade" no sistema de concessão de vistos a estudantes.
A representante da oposição trabalhista, Yvette Cooper, afirmou que as
novas normas não podem prejudicar um ramo de negócios que movimenta 5
bilhões de libras (R$ 13,3 bilhões) por ano. Já a secretária-geral do
Sindicato dos Professores Universitários britânicos (UCU, sigla em
inglês), Sally Hunt, diz que os planos do governo são limitados e podem
dar a ideia errada de que o país está "fechado para negócios".
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