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A robô professor: veja polêmicas na educação sobre Patologia
Você já imaginou ter uma aula de Patologia ao vivo na universidade? Ou trocar
o professor por um robô que ensina inglês? Já pensou em aprender
matemática utilizando um videogame? Essas e outras iniciativas adotadas
em sala de aula em diversos países geraram muita polêmica.
E no Brasil? Um dos maiores problemas enfrentados por professores e
alunos é a violência nas escolas. São inúmeros casos de agressão,
chegando até mesmo à morte.
Mas a tecnologia também está entre as nossas polêmicas. Os pais de uma
estudante, por exemplo, foram condenados a pagar multa de R$ 1 mil após
a garota utilizar o celular na escola. Você concorda com isso? Veja
polêmicas que envolvem a educação e a opinião de especialistas sobre
cada caso.

O professor é um ator fundamental no processo da educação. Mas e se ele
for substituído por um robô? É o que acontece na Coreia do Sul, onde um
programa colocou 30 máquinas controladas à distância para dar aulas de
inglês em 30 escolas primárias do país.
Os robôs são chamados de Engkey, têm pouco mais de 1 m de altura. Outra
curiosidade é que os professores que controlam as máquinas nem são
coreanos, e sim filipinos. As máquinas são de última tecnologia,
conseguem inclusive ler os livros físicos dos alunos e dançar movendo a
cabeça e braços.
Segundo os responsáveis pelo projeto, a questão financeira contou muito
para o uso dos robôs. "Com boa formação e experiência, os professores
filipinos são uma mão-de-obra mais barata do que os daqui", disse Sagong
Seong-Dae, um dos cientistas responsáveis pelo projeto, ao site
britânico Daily Mail.
Os responsáveis fazem questão de destacar, no entanto, que os robôs não
vão substituir completamente a atuação dos professores humanos, apesar
do investimento governamental de cerca de US$ 1,5 milhão, algo em torno
de R$ 2,5 milhões. Cada robô tem o preço de aproximadamente R$ 12 mil.
Pais são vigilantes com seus filhos, mas alguns são mais que os outros.
No Reino Unido, uma empresa ofereceu uniformes com chips para que os
pais possam monitorar seus filhos.
Segundo a empresa La Trutex, o chip fornece dados como a localização e o
registro escolar. O produto seria um atrativo a pais que temem que os
filhos sejam vítimas de sequestros ou estejam envolvidos com brigas de
rua.
Um lado ainda mais controverso da tecnologia é que ela forneceria os
dados não somente aos pais, mas também às autoridades escolares, o que
pode ferir a liberdade individual dos estudantes.
Celulares e aparelhos eletrônicos podem causar problemas para
estudantes, ainda mais com professores mais severos. Em Fernandópolis,
interior de São Paulo, uma jovem que insistia em entrar com um celular
na sala de aula, o que contraria uma lei estadual, levou a Justiça a
multar os pais dela em R$ 1 mil.
Segundo a Justiça, os pais da aluna da escola estadual Joaquim Antônio
Pereira foram chamados duas vezes pelo Conselho Tutelar da cidade. Na
primeira receberam advertência e, na segunda, as conselheiras
confiscaram o celular e pediram a aplicação da multa.
O juiz afirmou, na época, que os pais foram chamados para depor. A mãe
afirmou que a filha apenas atendia ligações na sala de aula.
O Ministério Público foi contra a aplicação da multa, já que considerava
que era uma tentativa de moldar o comportamento dos adolescentes e
afirmava que houve falha do Conselho Tutelar, que não teria ouvido os
pais da estudante.
A mãe, ao saber da multa, disse que não teria condições de pagar e que
também não tinha mais como controlar as ações da filha.
Vistos pelos pais como grandes inimigos do estudo, os videogames são
utilizados em muitas salas de aula japonesas para aumentar o rendimento
dos alunos. Um dos consoles, o Nintendo DS, é empregado por professores
de diversas cidades em aulas de matemática e inglês.
Em uma sala de aula de Tóquio, estudantes têm aulas extra-curriculares
de matemática utilizando os jogos. Saito Miyauchi, 12 anos, afirmou à
agência AFP que fez 45 contas de multiplicação em 15 minutos, sendo o
melhor da sua sala. "Me acostumei rapidamente", disse o garoto enquanto
utilizava o aparelho com uma caneta especial.
A instrutora voluntária Kyoko Yamaguchi disse que inveja as crianças de
hoje em dia. "Isto era impensável quando eu estava no colégio", afirmou
a professora.
A cidade de Yawata, no oeste do país, expandiu o aprendizado com o DS,
utilizando o aparelho para ensinar inglês. Nos quatro colégios da cidade
alunos usam a ferramenta por 10 minutos todas as manhãs para aprender
novas palavras. Utilizando o console, os alunos já aumentaram suas notas
em 40% no Japão.
Discutir Patologia em sala de aula é uma iniciativa que ganha cada vez mais o
apoio de especialistas em educação. Mas que tal uma aula prática Patologia em
sala de aula? Foi o que aconteceu na Universidade Northwestern de
Chicago, nos Estados Unidos. A sessão de Patologia ao vivo em que um casal
utilizou um vibrador diante de um auditório cheio de alunos foi
impulsionada pelo professor de psicologia J. Michael Bailey.
Segundo informações da agência EFE, o professor convidou seus alunos
para ficar após o horário para presenciar uma demonstração prática
opcional sobre o orgasmo feminino em um contexto de masoquismo,
fetichismo e dominação. Com mais de 100 estudantes no auditório, uma
voluntária tirou a roupa, se enrolou em uma toalha e permitiu que seu
namorado utilizasse um vibrador para que ela atingisse o orgasmo.
Em uma entrevista ao jornal Chicago Tribune, o professor Bailey se
mostrou revoltado pelo fato de os membros da faculdade, pais de alunos e
meios de comunicação terem se referido à sua aula como um escândalo.
"Gosto de influenciar meus alunos e, para eles, foi muito interessante",
disse o professor.
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