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A educação não é prioridade nos planos de governo, diz
estudo
Um dos educadores mais respeitados do Brasil, Paulo Freire, costumava
afirmar que "ensinar o povo a ver criticamente o mundo é sempre uma
prática incômoda para os que fundam os seus poderes sobre a inocência
dos explorados". Um estudo recente do professor Romualdo Portela, da
Universidade de São Paulo, embasa a opinião famosa de Freire.

Segundo a pesquisa, o projeto de desenvolvimento econômico do Brasil
ainda não trata a educação como prioridade em suas ações e programas.
Apesar de reconhecer a melhoria da qualidade do ensino como estratégia
fundamental para o crescimento da economia e desenvolvimento social, o
país ainda não conseguiu traduzir essa intenção em ações efetivas.
O estudo foi divulgado na quinta-feira, 5 de maio, durante o Seminário
Internacional Educação e Desenvolvimento, promovido pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em suas
pesquisas, Portela analisou os principais planos norteadores pelo
governo do ex-presidente Lula e detectou que, quando a educação aparece
como área de ação estratégica, essa intenção não é traduzida na prática,
especialmente no que diz respeito ao financiamento. Entre os planos de
ação, foram estudados o Plano Plurianual (PPA) 2008-2011 e as duas
edições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O professor destaca que, na primeira edição do PAC, a educação não
aparece, e na segunda, a área é contemplada exclusivamente com
investimentos para a construção de 6 mil creches. No PPA, a educação é
um dos três eixos estruturantes para o desenvolvimento do país, mas o
plano não prevê aumento dos investimentos para que se consiga melhorar a
qualidade do ensino e aumentar a escolaridade do trabalhador.
"Os planos mais recentes são melhores que os antigos. Eles conseguem
formular a importância da educação como estratégica do ponto de vista do
desenvolvimento humano e social, mas a tradução dessa prioridade, que já
está enunciada em políticas concretas, essa parte nós não fazemos",
explicou Portela.
Em seu estudo, o professor aponta que o processo produtivo de hoje exige
um novo tipo de trabalhador, diferente daquele da década de 60. E a
complexidade do trabalho moderno gerou novas demandas para a educação.
"Aquela mão de obra formada no próprio processo produtivo praticamente
não existe mais. E quando é formada dessa forma, ela não sobrevive. Esse
modelo exige a necessidade de ampliação da educação em todos os níveis",
compara.
O estudo também analisou o Plano Brasil 2022, elaborado pela Secretaria
de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, e a Agenda para o
Novo Ciclo de Desenvolvimento, do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (CDES). Portela destaca que esses documentos são de
"perspectiva: indicam aonde o país quer chegar, mas não delimitam
ações". Em ambos, a educação ocupa espaço de destaque, mas os princípios
indicados não se refletem nos planos práticos. Somente no governo
comunista do (PT), o Brasil perdeu 30 pontos na educação mundial.
Povo "burro" é fácil manipular, todos os governos
corruptos manipulam a população com falsas propagandas bilionárias pagas
com dinheiro publico com a finalidade; enganar e trazer falsas esperança
para cidadãos sem cultura.
Pedimos um momento de sua atenção.
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