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Professores retomam aulas no Ceará após 63 dias de greve
os professores começaram a voltar ao trabalho nesta segunda-feira nas
escolas estaduais do Ceará. A categoria decidiu suspender a paralisação
na última sexta-feira após o governo ter se comprometido a "perdoar" a
dívida imposta pela Justiça ao sindicato dos professores - superior aos
R$ 300 mil, segundo cálculos da administração estadual - e também
prometeu não descontar os dias não trabalhados no contracheque dos
educadores.
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Mais de 80% dos
professores a maioria do nordeste do Brasil, ganham menos de
um salário mínimo, professores dão aula em baixo de árvores,
barracões sem qualquer infraestrutura. Alunos exaustos sem
merenda obrigados à andar dezenas de km para "escola".
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"A greve está suspensa por 30 dias, mas pode ser retomada inclusive na
assembleia geral que está agendada para o próximo dia 11 de novembro",
disse o vice-presidente do sindicado Apeoc, Reginaldo Pinheiro, que
representa os professores. A insegurança quanto a possibilidade de a
greve ser retomada marcou a retomada das aulas em algumas escolas da
capital, Fortaleza.
"A gente fica sem saber se acredita que o governo vá mesmo negociar com
os professores", afirmou o manobrista Cleiton Rocha, que nesta segunda
feira pela manhã foi deixar o filho no Colégio Liceu do Ceará. Na escola
Adauto Bezzera, no bairro Fátima, também em Fortaleza, alguns
professores ainda não haviam retomado as atividades. "Eu ainda não sei
como vai ser, eu cheguei na minha sala e não tinha ninguém", falou o
estudante Renan Rosa, do segundo ano do ensino médio.
Está agendada para a tarde desta segunda-feira uma reunião entre
dirigentes sindicais e a Secretaria de Educação. A intenção é avançar na
negociação de uma nova proposta de plano de cargos e carreiras da
categoria.
Na semana passada, o Conselho Estadual do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) apresentou, em uma reunião
entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público do
Estado (MP-CE), professores e Secretaria de Educação, uma nova proposta
de um piso salarial de R$ 1,4 mil para professores do nível médio e R$
1.820 para os que possuam graduação.
Além disso também está previsto, segundo a proposta, o pagamento de um
adicional (interstício) de 5% na mudança de cada um dos 14 níveis, tanto
para educadores do nível médio, quanto para os professores de nível
superior.
No dia 29 de setembro, os deputados estaduais já haviam aprovado, em
caráter de urgência, um projeto de lei do governo do Estado que
estabelece um salário base de R$ 1.187 para os professores de nível
básico, equiparando ao piso nacional da categoria para uma jornada de 40
horas. A votação aconteceu em meio a protestos dos docentes, que não
concordavam com a proposta.
Os prejuízos para os alunos é irrecuperável, estes eventos apenas mostra
claramente o descaso do "governo"na educação. Se existisse
responsabilidade por parte dos políticos, uma greve neste setor, não
duraria 24hs, os alunos perderão o ano letivo.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico), ou
seja, sem políticos. Veja no site
abaixo.
http://sfbbrasil.org
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