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Justiça anula questões, mas Inep vai recorrer da
decisão
O Inep órgão responsável pela aplicação Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem), vai recorrer da decisão da Justiça Federal do Ceará, que decidiu
anular para todo o país 13 questões da prova que vazaram para alunos de
um colégio de Fortaleza.
De acordo com a rádio CBN, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV
Cultura, Hadad afirmou que o ideal seria reaplicar a prova apenas para
os 639 alunos que tiveram acesso às questões de forma antecipada ou,
então, cancelar as questões apenas desses alunos.
No Twitter, o MEC diz que considera a decisão do Juiz Luiz Praxedes
"desproporcional e arbitrária", e vão recorrer em Tribunal de Recife
ainda esta semana.
Vazamento do Enem
O pedido para que as provas do Enem, aplicadas nos dias 22 e 23 deste
mês, fossem canceladas foi feito pelo Ministério Público Federal no
Ceará (MPF-CE), após a constatação de que alunos do Colégio Christus, de
Fortaleza, tiveram acesso antecipado a cerca de 14 questões que foram
cobradas no exame. Os itens estavam em apostila distribuída pela escola
semanas antes da aplicação do Enem e vazaram da fase de pré-testes do
exame, da qual a escola participou em outubro de 2010.
A solução defendida pelo MEC era de que os 639 alunos da escola cearense
tivessem as provas anuladas, realizando um novo teste no fim de
novembro. Mas o procurado da República Oscar Costa Filho pediu à Justiça
que o Enem seja anulado - ou pelo menos as questões que estavam na
apostila do Christus.
O Inep argumentou ao juiz que o episódio ocorreu de forma localizada e
que a reaplicação do exame aos alunos do colégio de Fortaleza não traz
prejuízo à isonomia do concurso.
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seja, sem políticos. Veja no site
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