OAB critica governo Dilma por falta compromisso com
ensino
"Ministro da Educação", cancelou participação na 21ª Conferência
Nacional dos Advogados, em Curitiba (PR), onde iria palestrar sobre os
instrumentos de avaliação do ensino no painel "Direito Social à
Educação" e acabou sendo duramente criticado pelo presidente da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, que esperava a presença
do ministro para debater a qualidade do ensino do Direito no País.
Segundo ele, falta compromisso do governo em debater a melhoria da
educação superior.

Mais de 80% das escolas publicas em todo o Brasil estão
sucateadas
Para Cavalcante, o atual modelo facilita o acesso à universidade para
aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sem se preocupar com
a qualidade. "É uma pena que o ministro não veio. Queríamos debater com
ele esse modelo de ensino superior, que privilegia o ingresso a qualquer
custo, para que haja um número que melhore o IDH do Brasil", disse o
presidente da OAB, que deve anunciar na quarta-feira o selo OAB
recomenda, que vai listar as faculdades de Direito que, nos critérios da
Ordem, tiveram um desempenho considerado aceitável nas últimas edições
do Exame da Ordem e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
"Nosso objetivo não é medir o ensino no País, mas, diante dessa inércia
governamental, diante dessa falta de compromisso governamental com o
ensino superior no País, a Ordem não pode concordar e vai fazer a sua
parte, que é de dizer para a sociedade brasileira o que está
acontecendo", disse Ophir, ao citar que mesmo com 1.219 faculdades de
Direito no País, há Estados em que nenhuma instituição conseguiu o selo
da Ordem.
Ophir citou que formam-se, por ano, 80 mil novos bacharéis em Direito, e
que o Exame da Ordem é um filtro por conta da baixa qualidade da algumas
escolas. "Temos que investir em ensino superior? Sim, temos. É muito
importante para que o Brasil possa melhorar, no entanto, não podemos
fazer a esse custo, ao custo do afrouxamento das regras", disse,
voltando a criticar o ministro Hadad por uma nota técnica do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que extinguiu a
necessidade de mestrado ou doutorado para a coordenação dos cursos.
"O MEC, agora, diz que o coordenador do curso pode ser um professor
contratado por 15 horas. Isso é fazer um ensino de qualidade em nosso
País? É óbvio que não é", afirmou. O presidente da OAB ainda disse que a
política educacional brasileira, que faz poucas exigências para a
abertura de novos cursos e faculdades e que não tem critérios rígidos
para cobrar desempenho, visa apenas aumentar os índices de alunos
matriculados no ensino superior.
"Não tenho dúvida disso. Tivemos uma reunião na Bahia, há alguns meses,
em que o governo, de uma forma muito clara, disse que vai inserir, no
Plano Nacional de Educação uma norma que possibilitará, nos próximos
cinco anos, o ingresso de 10 milhões de brasileiros nas universidades.
Os donos de cursos, das indústrias do diploma, disseram que colocam até
20 milhões, desde que haja um afrouxamento das regras, que se crie mais
cursos, que se crie mais vagas, que se possibilite essa nova realidade
que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade. E é isso que nós
queremos? Será que é esse o custo para aumentar nosso IDH? Que IDH é
esse que vai se basear em normas completamente distorcidas", concluiu.
A assessoria do ministro informou à organização da conferência que o
ministro faltou ao evento porque foi convocado pela presidente Dilma
Rousseff para uma "agenda" em São Paulo.
Novo sistema de governo (inventado)
para o Brasil é (Apolítico),
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