Exercício melhora memória de idosos, diz estudo
Exercícios físicos podem ajudar pessoas com 50 anos
ou mais a melhorar a memória, sugere um novo estudo. Uma
equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na
Austrália, fez testes com 138 voluntários nessa faixa
etária e dificuldade de lembrar as coisas
As pessoas desse grupo, que seguiram um programa diário
de atividades físicas, apresentaram melhora na função
cognitiva em comparação com os que não participaram do
programa. O foco do estudo eram pessoas com problemas
moderados de memória - deficiências que não chegam a
causar grandes problemas no dia-a-dia dos pacientes.
Cientistas acreditam que as pessoas com essa desordem
têm mais risco de desenvolver demência.
Sangue no cérebro
Parte dos voluntários fez três seções de 50 minutos por
semana de atividades moderadas, como caminhadas, ao
longo de 24 semanas. Os outros voluntários não fizeram
nenhuma atividade física específica. No final, as
pessoas que se exercitaram, além de obter resultados
melhores em testes de cognição, também tiveram notas
menores em uma prova que detecta sinais de demência.
Exames posteriores revelaram que os benefícios
persistiram por mais 12 meses depois do fim do programa
de exercícios. Os cientistas dizem que a prática de
atividades físicas ajuda o sistema cardiovascular a se
manter sadio e pode melhorar funções cognitivas ao
aumentar o fornecimento de sangue ao cérebro.
"Ao contrário de medicação - que se avaliou que não teve
efeito significativo em problemas moderados de memória
em 36 meses -, a atividade física traz benefícios de
saúde que não estão restritos apenas às funções
cognitivas, como sugerem pesquisas feitas sobre
depressão, qualidade de vida, quedas, funções
cardiovasculares e deficiências", afirma o estudo.
A pesquisa foi divulgada na publicação científica
Journal of the American Medical Association.