Astrônomos descobrem a água mais distante da Terra
Uma equipe de astrônomos alemães da cidade de Bonn
detectou a presença de água à maior distância da Terra
registrada até o momento, cerca de 11,1 bilhões de
anos-luz.
Um porta-voz do Instituto Max Planck de Radioastronomia
de Bonn especificou nesta quarta-feira que as partículas
de água foram localizadas no quasar - corpo cósmico que
emite grandes ondas de radiação - MG-J0414+0534, uma
galáxia ativa muito distante de nosso planeta.
O grupo de astrônomos, que publicará os resultados de
seu estudo na revista Nature, estima que a água
detectada faz parte de nuvens de gás e pó que são
absorvidas por um buraco negro em massa situado no
centro do quasar.
Os pesquisadores afirmaram que não se trata de água
líquida, mas de moléculas de água muito distantes entre
si, que puderam ser detectadas com o radiotelescópio da
montanha de Effelsberg, junto a Bonn.
A procura pela agua continua
Lua de Saturno pode ter "vulcões de gelo",
dizem cientistas
Titã, a maior das cerca de 60 luas de Saturno, pode ter
vulcões de gelo ativos ou que estiveram ativos até
recentemente, sugeriram observações feitas a partir da
sonda Cassini e apresentadas em reunião na União
Geofísica dos Estados Unidos, em São Francisco.
Em vez de expelir lava, acredita-se que estes vulcões
liberariam água gelada, amônia e metano.
Segundo Bob Nelson, da Nasa (agência espacial americana),
já foram montados muitos modelos teóricos que mostram
que o "criovulcanismo" é viável na região mais afastada
do Sol no Sistema Solar, "em um objeto do tamanho de
Titã".
Observações anteriores de Titã haviam identificado
características intrigantes na superfície da lua que
sugeriram a presença de criovulcanismo, mas a espessa
atmosfera que encobre o corpo celeste sempre dificultou
a confirmação do fenômeno, de acordo com Jonathan Amos,
repórter de ciência News.
Mas as evidências da existência de vulcões de gelo
aumentam.
Luminosidade
Cientistas da equipe responsável pela Cassini
conseguiram localizar duas alterações distintas na
luminosidade em dois locais separados na região
equatorial de Titã.
As alterações foram identificadas pelo espectômetro da
Cassini, quando a sonda sobrevoou Titã entre julho de
2004 e março de 2006.
Em um dos locais identificados, os cientistas
encontraram evidências de gelo de amônia, que pode ter
vindo do interior de Titã.
"Amônia é um material que muitos acreditam que estaria
no interior de Titã, mas não é encontrado na superfície",
disse Nelson. "Então, encontrar amônia na superfície em
determinados períodos é uma forte indicação de que
materiais do interior estão sendo transportados para a
superfície."
Outra razão que leva os cientistas a gostarem da teoria
de criovulcanismo é que ela explica a quantidade
significativa de metano retida na atmosfera de Titã.
Sem meios de reposição, a concentração original de
metano desta lua de Saturno deveria ter sido destruída
há muito tempo pela luz ultravioleta do Sol.
Mas nem todos os pesquisadores estão convencidos da
idéia de vulcões em Titã.
Jeffrey Moore, um geólogo da Nasa independente da missão
Cassini, disse na reunião que o relevo com aparência de
fluxo de lava visto na superfície de Titã "pode ser
apenas de detritos gelados que foram lubrificados com
chuva de metano e transportados (...) em linhas sinuosas
como deslizamentos de terra".