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Homens foram mais numerosos que mulheres nas primeiras migrações da África


da France Presse, em Paris

Os homens teriam sido muito mais numerosos que as mulheres nos primeiros grupos que deixaram a África há cerca de 60 mil anos rumo ao Oriente Médio, e depois à Europa e à Ásia, revelou um estudo americano publicado pela revista "Nature Genetics" nesta semana.

A África é considerada o "berço da humanidade", e recentes estudos mostraram que os povos que moram atualmente em todos os continentes vêm, na verdade, de um pequeno grupo de Homo sapiens, que deixou a África entre 50 e 70 mil anos atrás.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard descobriu que o número de homens era muito superior ao de mulheres nestas comunidades migrantes.

"Segundo o que os antropólogos ensinaram sobre as populações de caçadores, as migrações em curtas distâncias envolveram mais mulheres, e as em longas distâncias, mais homens", explicou Alon Keinan, o principal autor do estudo.

Os cientistas se basearam no fato de que a porcentagem de cromossomos "X" em uma população depende da proporção de homens no grupo. Os cromossomos "X" e "Y" determinam o Patologia; os homens têm um de cada e as mulheres têm dois "X".

Além disso, sabe-se que esta porcentagem entre os "X" e os "Y" afeta o ritmo no qual as mutações se propagam através do cromossomo "X" em dezenas ou centenas de gerações.

Os pesquisadores compararam então genomas de africanos, norte-europeus e asiáticos, e perceberam "um período de evolução genética acelerado no cromossomo X, depois da separação entre africanos ocidentais e não africanos, e antes da separação entre norte-europeus e asiáticos orientais", explicou Keinan.

A equipe concluiu que, como os cromossomos "X" evoluíram mais rapidamente que o previsto entre a chegada dos africanos à Europa, os grupos de emigrantes africanos daquela época eram compostos, em maioria, de homens.
 

 

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