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Para prolongar adeus, Guga se
foca nos torneios de duplas
FERNANDO ITOKAZU
, na Costa do Sauípe (BA)
Com o intuito de prolongar sua turnê de despedida, Gustavo Kuerten deve
incrementar sua participação em duplas.
O ex-número um do mundo já admitiu que não está no nível dos rivais que pegará
nos torneios de sua última temporada.
Além da Costa do Sauípe, Guga jogará Miami, Florianópolis, Montecarlo, Hamburgo
ou Roma, Roland Garros e, se possível, nos Jogos de Pequim. Com exceção de Santa
Catarina, os outros eventos têm tenistas top. "Devo jogar duplas na maioria dos
torneios."
A chave de duplas daria mais chance de o tricampeão de Roland Garros se
apresentar em caso de derrota em simples.
Apesar de ter oito títulos e de ter sido titular em duplas pelo Brasil na Davis
por muito tempo, Guga nunca foi freqüentador das chaves de duplas.
Na Costa do Sauípe, em suas seis participações anteriores, só três vezes ele
jogou duplas.
Disputar duplas também foi uma estratégia tentada por Guga e seu técnico, Larri
Passos, para tentar recuperar a forma.
Após seu último jogo oficial de simples, em março, Guga disputou quatro partidas
de duplas, incluindo o Aberto dos EUA e o Masters Series de Madri. Sua posição
em duplas no ranking (529), inclusive, é melhor do que em simples (677).
Mas essa estratégia não vai permitir só que Guga entre mais vezes em quadra. Vai
dar a chance para jovens atuarem com ele em situações que, sozinhos, não teriam
chance agora.
"É bom para ajudar a tirar a tremedeira", afirmou Larri, que também quer escalar
um juvenil para compor parceria com Guga em Florianópolis.
Em vôo solo, Guga estréia hoje, não antes da 21h, contra o argentino Carlos
Berlocq, 74º do ranking, que nunca venceu torneio de primeiro nível da ATP.
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