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Barrichello: dizem que fui louco de ir para a Ferrari
Perto de se tornar o piloto com maior número de Grande Prêmios disputados na
Fórmula 1, o brasileiro Rubens Barrichello já teve o seu melhor momento na
categoria, ao ser o fiel escudeiro do alemão Michael Schumacher na Ferrari,
entre 2000 e 2005. Mas o piloto da Honda admite que nem todos apoiaram a decisão
de trocar a Stewart pela escuderia italiana na época e dá sua explicação para a
mudança.
AFP

Rubens Barrichello tenta apagar a péssima temporada pela Honda em 2007
"Muitas pessoas acharam que eu estava louco de assinar um contrato com a equipe
de Schumacher. Mas eu estava cheio de pilotar carros que não me permitiam ser o
Rubens vitorioso das categorias inferiores", disse.
Em diversas oportunidades, Barrichello foi criticado por acatar as ordens da
equipe e permitir a ultrapassagem do heptacampeão, mesmo depois de liderar a
corrida inteira. Para o brasileiro, os seis anos na escuderia italiana - em que
subiu nove vezes ao lugar mais alto do pódio - o tornaram um vencedor.
"Eu desejava ser um vencedor novamente. Assinar com a Ferrari significou a
reconstrução da minha autoconfiança no meu potencial", explicou o veterano,
vice-campeão do Mundial de Pilotos em 2002 e 2004.
Em sua 16ª temporada na categoria, Barrichello entrará para a história como o
piloto que mais participou de provas da categoria quando entrar na pista do
circuito de Istambul - quinta etapa do ano -, somando 257 GPs no total. Além de
almejar este recorde, o piloto também tenta apagar da memória o ano de 2007, em
que não somou nenhum ponto.
Para isso, a Honda conta em 2008 com a experiência de Ross Brawn, ex-diretor
técnico da Ferrari. Barrichello participou hoje de um evento conjunto com a
Super Aguri, no Japão. A escuderia japonesa fornecerá motores para a parceira
durante a temporada.
Redação Terra
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