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Seleção feminina repete derrota para os EUA e fica com a prata no futebol


da Folha Online

Dois dias depois da derrota da seleção masculina nas semifinais, o sonho de conquistar a inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim acabou também para a seleção feminina de futebol. Mesmo jogando melhor, as brasileiras foram derrotadas pelo Estados Unidos na prorrogação por 1 a 0, nesta quinta-feira, em Pequim, e repetiram o resultado conquistado em Atenas-2004.

O único gol do jogo foi marcado por Carli Lloyd, aos 6min do primeiro tempo da prorrogação.

O resultado reforçou o estigma de vice da seleção brasileira. Além de ter perdido a final em Atenas-2004 para as próprias norte-americanas, o Brasil foi derrotado no ano passado na decisão da Copa do Mundo, diante da Alemanha.

Roberto Candia/AP

A atacante Marta se lamenta durante a derrota do Brasil por 1 a 0 para os EUA, na final feminina de futebol dos Jogos de Pequim
A medalha de prata, porém, manteve uma escrita da equipe nacional. Desde que a competição feminina do futebol começou a fazer parte da Olimpíada, em Atlanta-1996, Brasil e Estados Unidos foram as únicas seleções que chegaram à disputa de medalhas em todas as edições --as norte-americanas chegaram a todas as finais, vencendo em Atlanta-1996 e Atenas-2004, e as brasileiras disputaram e perderam o bronze em 96 e 2000, além de terem ficado com a prata em 2004.

Na decisão de Atenas-2004, as brasileiras perderam também na prorrogação. Na ocasião, o time reclamou muito da arbitragem, pois durante a partida não foi marcado um pênalti claro em favor do Brasil, quando uma norte-americana colocou a mão na bola dentro da área.

No ano passado, a equipe brasileira venceu dois confrontos contra as norte-americanas: 4 a 0 na Copa do Mundo e 5 a 0 nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, quando as adversárias estavam com um time reserva.

A campanha

Para chegar ao ouro, as americanas estrearam nos jogos perdendo para as norueguesas por 2 a 0. Na segunda partida venceram o Japão por 1 a 0 e encerraram a primeira fase goleando a Nova Zelândia por 4 a 0.

Nas quartas-de-final, os Estados Unidos precisaram da prorrogação para vencer o Canadá por 2 a 1. Nas semifinais, tiveram pelas frente novamente as japonesas, a quem derrotaram por 4 a 2.

O jogo

A partida começou concentrada no meio campo, com as duas equipes marcando bem para não dar chances às adversárias. Enquanto as norte-americanas cometiam mais faltas, as brasileiras conseguiam roubar mais bolas, mas na hora que chegavam ao ataque não passavam pela zaga rival.

O primeiro lance de perigo foi das norte-americanas. Aos 15min, depois de cobrança de escanteio, a bola passou perto da trave.

Aos 30min, foi a vez do Brasil. Depois de lançamento, Cristiane ganhou na disputou com a zagueira, mas adiantou demais a bola e deu chances para a goleira Hope Solo chegar antes e defender.

O Brasil voltou a fazer um bom lance aos 33min, com Marta, que passou no meio de duas adversárias, mas ela finalizou mal.

Aos 37min, depois de ataque norte-americano, as brasileiras tentaram puxar o contra-ataque, mas Formiga foi derrubada no meio-campo por Heather Mitts, que recebeu cartão amarelo.

O Brasil estava melhor na partida e começava a criar mais chances de gol e aos 41min do primeiro tempo Cristiane fez um bom lance, mas chutou mal de fora da área.

O Brasil começou o segundo tempo com a mesma disposição e aos 8min Marta apareceu novamente bem, passou pelas zagueiras e cruzou da linha de fundo, mas a Solo fez boa intervenção.

Aos 17min, Marta apareceu novamente, passou pelas defensoras adversárias, mas mais uma vez finalizou mal.

O Brasil tinha mais posse de bola e permanecia no ataque, mas pecava nas finalizações. Já as norte-americanas se limitavam a tocar no meio-campo, sem oferecer perigo à goleira brasileira Bárbara.

Marta era a jogadora que mais aparecia no ataque e, aos 26min, criou uma grande chance, depois de passar por duas rivais e chutar para bela defesa da goleira dos Estados Unidos.

Somente aos 39min aconteceu o primeiro lance de perigo dos Estados Unidos, depois de uma de uma saída atrapalhada da goleira Bárbara.

Aos 40min, as norte-americanas chegaram novamente, mas Bárbara defendeu bem o chute da entrada da área. Com o empate no tempo normal, a partida foi para a prorrogação.

Aos 6min do primeiro tempo da prorrogação, Carli Lloyd chutou de fora da área e marcou o gol que garantiu o ouro norte-americano. O time dos EUA ainda bateu uma bola na trave aos 11min do segudo tempo, mas o placar de 1 a 0 foi mantido até o final.



 

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