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À procura de comprador, dirigente diz que Honda teria carro "vencedor" na F-1
Em busca de um comprador para o espólio da Honda, que anunciou nesta madrugada a
sua saída da F-1, o chefe da equipe recém-extinguida, Ross Brawn, afirmou que a
escuderia japonesa teria um carro capaz de vencer corridas na próxima temporada
da categoria.

A montadora abdicou de sua vaga devido à crise econômica mundial, que derrubou
em 32% suas vendas nos Estados Unidos. O construtor também enfrentou a falta de
resultados na categoria --somou 14 pontos e foi a penúltima colocada no último
Mundial.
"Nós teríamos um carro vencedor e isso [o fim da escuderia] é uma tragédia.
Temos informações de que, comparados a outras equipes, teríamos um carro muito
forte", disse Brawn, em entrevista por telefone à agência Reuters.
Segundo o chefe-executivo da Honda, Nick Fry, pelo menos três pessoas já se
mostraram interessadas em assumir o que restou da equipe na próxima temporada.
Os dirigentes já se propuseram a manter seus cargos nessa nova escuderia.
"Esta é uma oportunidade única de comprar um time com as maiores facilidades da
F-1, a melhor mão-de-obra e com um carro que pode ser um dos melhores", disse
Brawn.
O sucessor do time japonês terá que encontrar um novo fornecedor de motores, já
que a Honda descartou a possibilidade de se manter na categoria apenas como
criadora de propulsores.
"Acredito que alguma outra montadora irá nos ajudar com o motor se precisarmos.
O fornecimento de motores não é um obstáculo", afirmou o chefe da Honda, que já
entrou em contato com a Ferrari para tentar adquirir os propulsores da marca
italiana.
Neste ano, a equipe japonesa foi a quarta colocada em gastos, com US$ 398,1
milhões, cerca de R$ 982,7 milhões em valores atuais. A sua saída da F-1 ligou o
"alerta vermelho" na categoria, que tenta cortar gastos para se manter viável no
cenário de crise econômica global.
Para diminuir os custos, a alta cúpula da F-1 defende a adoção de um motor
padrão para 2010. Nesta sexta, a FIA publicou um comunicado informando que a
Cosworth venceu a concorrência para produzir os propulsores de baixo custo da
categoria --o novo regulamento ainda precisa ser aprovado pelas equipes.
"O público não se importa com quantos cilindros tem um carro ou com a capacidade
o seu motor. Ele só quer saber do espetáculo na pista", afirmou Bernie
Ecclestone, o principal dirigente do campeonato.
As equipes que não optarem por utilizar os motores da Cosworth poderão
desenvolver um propulsor próprio, que atenda às novas especificações da
categoria. No entanto a transmissão será obrigatória para todos os times.
Para utilizar o motor da Cosworth, a equipe interessada terá que desembolsar uma
quantia de 2 milhões de euros (cerca de R$ 6,3 milhões), mais um adicional de
5,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 17,5 milhões) por temporada.
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