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Políticos italianos querem suspender amistoso entre Brasil e Itália em protesto
contra refúgio
da Ansa, em Roma
O presidente da FIGC (Federação Italiana de Futebol), Giancarlo Abete, entrou em
contato com o governo da Itália nesta terça-feira para definir se será ou não
cancelado o amistoso entre Itália e Brasil, devido às tensões que envolvem os
dois países, após o governo brasileiro ter concedido o refúgio político ao
ex-militante de extrema-esquerda Cesare Battisti.
Nesta terça-feira, o subsecretário das Relações Exteriores da Itália, Alfredo
Mantica, pediu o cancelamento da partida como forma de protesto contra a decisão
do Brasil de não extraditar Battisti.
Para o técnico da Fiorentina, Cesare Prandelli, a partida, que está marcada para
o dia 10 de fevereiro, não deve ser cancelada. "Acredito que o futebol deve ser
motivo de união e não de divisão."
Battisti é condenado na Itália a prisão perpétua por ter cometido quatro
assassinatos. Ele nega os crimes.
No Brasil, o ex-militante está preso desde 2007. No último dia 13 de janeiro, o
ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu ao italiano o status de refugiado
político, o que gerou uma série de protestos na Itália.
A situação se agravou nesta terça-feira, quando o governo italiano chamou o
chanceler do país em Brasília, Michele Valensise, para consulta.
A decisão italiana aconteceu um dia depois de o procurador-geral da República,
Antonio Fernando de Souza, ter aconselhado o STF (Supremo Tribunal Federal) a
arquivar o processo de extradição de Battisti. |
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