Coritiba contabiliza estragos após "guerra" no Estádio
A guerra que os torcedores do Coritiba fizeram em uma
atitude de vandalismo e selvageria, no domingo, no
Estádio Couto Pereira, após o rebaixamento do clube para
a Série B do Campeonato Brasileiro no empate por 1 a 1
com o Fluminense, ainda não foi apagada.
O cenário no estádio é desolador. Funcionários tentam
restabelecer a ordem da praça esportiva que ainda guarda
as marcas da destruição. Os prejuízos materiais ainda
não foram contabilizados. Estima-se que só em cadeiras
destruídas serão gastos entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.

A diretoria ainda não se pronunciou sobre os
acontecimentos. Uma entrevista deve ser anunciada entre
quarta e quinta-feira. E ainda que ninguém fale, as
portas do estádio foram abertas para os registros do
vandalismo.
A desolação dos funcionários é visível. Pessoas
observando incrédulas os resultados de uma das cenas
mais bizarras do futebol nacional, que hoje ganharam o
mundo.
Além dos estragos nas arquibancadas, com cadeiras
arrancadas e arremessadas ao gramado, os marginais
invadiram o setor administrativo do clube, que fica no
próprio Couto Pereira.
A sala do presidente Jair Cirino, ameaçado de morte no
meio da semana, foi destruída. Ao lado, a sala da
administração do próprio estádio também não passou
ilesa. Computadores, cadeiras, poltronas, tudo avariado.
Documentos destruídos e nem fotos e objetos pessoais
foram respeitados. Uma verdadeira ação marginal.
Os funcionários de vários setores voltaram ao trabalho,
mas ainda estão apreensivos. Sem conversar oficialmente
com a imprensa, alguns relatam a tristeza e o medo que
os cerca.
Para garantir a integridade física dos funcionários,
seguranças foram colocados na porta de entrada do setor
administrativo. Policiais do Centro de Operações
Especiais da Polícia (COPE) e policiais do Instituto de
Criminalística passaram a manhã desta segunda no Couto
Pereira avaliando os danos causados.
Um dos policiais, que não quer ter o nome identificado
ainda estava com marcas da selvageria de domingo. Ferido
no nariz e no olho, ele lamentou a situação que teve de
enfrentar.
Os prejuízos materiais devem ser calculados até o final
de semana, mas como disse um dos funcionários o prejuízo
emocional não tem como avaliar. "É uma perda muito maior
que a própria queda para a Série B", disse, antes de
pedir para não ser identificado.