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Bloqueio a site de vídeo gera protestos no
Paquistão
Após o Governo bloquear o acesso ao site de
compartilhamento de vídeos YouTube, dezenas de paquistaneses estão enviando
queixas aos servidores da Internet do Paquistão, informou hoje um responsável da
Micronet, Naveed Laqueed. "Não sabemos até quando durará a proibição, mas muitos
clientes estão nos contatando e manifestando sua preocupação", explicou Laqueed.
O responsável do servidor Micronet afirmou que o "YouTube é uma página muito
popular entre um setor importante da juventude paquistanesa". "É um claro
atentado à liberdade de expressão, embora já estejamos acostumados a isso com
este governo", diz um aldeão que sempre acessa os vídeos do site.
Segundo um responsável da Autoridade de Telecomunicações do Paquistão (PTA), M.
Nabacha, o Governo paquistanês, por meio de um comitê interministerial, decidiu
na sexta-feira passada fechar o acesso ao site por este conter "documentos e
vídeos blasfemos".
Nabacha explicou que um comitê formado por membros dos ministérios de Assuntos
Religiosos, Informação e Interior se dirigiu a seu organismo para ordenar o
bloqueio do YouTube e que a PTA efetivou a ordem ontem. "Estamos em contato com
o portal e lhes informamos da situação para que retirem os vídeos", assinalou
Nabacha, quem assegurou que é "a primeira vez" que uma decisão deste calibre é
tomada.
Ela lembrou, no entanto, que no passado já haviam sido bloqueadas algumas
páginas web que exibiam caricaturas de Maomé. Vários ministérios paquistaneses
consultados negaram-se a comentar o fechamento do YouTube.
Enquanto isso, alguns cidadãos optaram por buscar estratégias para burlar a
proibição, pedindo em foros de Internet conselhos de usuários para poder tornar
o YouTube acessível.
EFE
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