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Lei chinesa pode impedir negócio entre Microsoft e Yahoo!, diz jornal




A tentativa da Microsoft de comprar o portal de internet Yahoo! pode encontrar um inesperado obstáculo em agosto, quando começa a valer a lei antimonopólio da China, segundo afirma reportagem do "New York Times" desta sexta-feira.

Segundo informa o jornal, a medida vai permitir que as autoridades chinesas analisem fusões internacionais quando elas envolverem empresas que tenham investimentos em companhias do país. Pequim também poderia vetar a fusão por questões de segurança nacional, segundo afirma a agência oficial "Xinhua".

A influência da China no possível acordo entre a empresa de Bill Gates e o Yahoo! se deve ao fato de que, em 2005, o portal de internet investiu US$ 1 bilhão no Alibaba.com, o principal site de e-commerce do país. O investimento deu ao Yahoo! cerca de 40% da companhia chinesa.

Segundo representantes do Alibaba, a proposta da Microsoft pode fazer com que a companhia chinesa compre de volta a parte do Yahoo!, dando a eles independência no caso de um possível acordo.

Mercado em expansão

A lei, que entra em vigor no dia 1º de agosto deste ano, tem como objetivo tornar mais rigorosa a atual regulamentação antitruste chinesa.

Segundo especialistas, a medida fará da China a terceira potência na esfera de influência mundial em regulamentações antitruste, atrás apenas da União Européia e dos Estados Unidos.

Para Nathan G. Bush, um especialista em lei antitruste, a influência é um reflexo do crescimento do mercado chinês e as empresas terão que desenvolver estratégicas específicas para poder continuar no país.

Executivos da Microsoft e do Yahoo! preferiram não comentar os possíveis efeitos da nova legislação chinesa.

No dia 11 de fevereiro, o Yahoo! recusou oficialmente a oferta de compra feita pela Microsoft, no valor de US$ 31 por ação. Originalmente, a proposta valia US$ 44,6 bilhões (equivalente a R$ 77,6 bilhões).

Em um comunicado aos seus empregados, o presidente do Yahoo!, Jerry Yang, afirmou que a proposta da Microsoft "deprecia substancialmente" o valor do portal, em parte, por conta do significante crescimento da empresa no mercado chinês com o Alibaba.
 


 

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